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Melhor Política

Melhor Política

O abuso do IVA no material escolar.

Outubro 03, 2021

Sérgio Guerreiro

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Com o aproximar das negociações para o Orçamento de Estado de 2022, das inúmeras injustiças fiscais a serem revistas é o IVA ( Imposto sobre o Valor Acrescentado) que recai sobre o material escolar.

 

Carece este tema de alteração legislativa por razões que adiante se invoca.

 

Actualmente, só os manuais escolares estão sujeitos à taxa mínima do IVA (6%) e todo o resto do material tão necessário como os manuais, é taxado com IVA à taxa máxima(23%).

 

É também através dos impostos, desde  que sejam adequados à realidade, que se poderá de alguma forma implementar uma política fiscal mais justa e mais amiga das famílias.

 

Assim sendo, não será procedente, na minha opinião, taxar as mochilas, lápis e cadernos bem como tantos outros bens indispensáveis à vida de um estudante da mesma forma como se taxa um bem de luxo, e nesta matéria com uma dupla penalidade.

 

Em sede de IRS só é permito deduzir esta grande fatia da despesa quando a mesma é sujeita à taxa mínima do IVA (6%) ou que esteja isenta deste imposto, como é o caso das propinas.

 

Para que verdadeiramente haja uma correcta justiça fiscal sobre as despesas de educação e para que se continue a não prejudicar os estudantes e as suas famílias, é essencial que já em sede de  Orçamento de Estado a vigorar para 2022 seja revista a lei,  permitindo que seja passível não só deduzir em sede de IRS todo material escolar que seja indispensável, como também  reduzir a taxa de IVA que agora está em vigor.

 

Esta medida terá um verdadeiro impacto na carteira em milhares de  famílias havendo  no entanto uma razão para que não só se baixe o IVA como também se possa deduzir em IRS as restantes despesas que não sejam só os manuais  escolares.

 

A razão será fácil de entender:

 

1- se se baixar só a taxa de IVA passando dos actuais 23% de imposto para 6%, poderá acontecer que o comerciante não baixe preço do bem, preferindo aumentar a sua margem se comercialização, fazendo com que, o IVA sirva como um subsídio directo. E se assim for, o consumidor não ganha nada com a redução do imposto. É certo alguns comerciantes poderão fazer baixar o preço, mas como não é garantido que isso aconteça, também será adequado, poder o consumidor deduzir em IRS em todo o material que é essencial ao estudo.

 

Em suma: é desta forma que se deve pensar a fiscalidade na óptica da sua aplicação a favor dos consumidores finais, que somos todos nós, porque ao manter a legislação fiscal sobre esta matéria tal com hoje a encontramos, somos prejudicados duplamente: 

1- em sede de IVA, porque pagamos 23% em grande partes das despesas de educação ;

2- em sede IRS porque essa dedução não é permitida.

Geringonças? Em Lisboa dava jeito não dava?

Setembro 27, 2021

Sérgio Guerreiro

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O que ocorreu em 2015 quando António Costa perdeu as eleições, a lei eleitoral autárquica não o permite e é clara: o presidente é automaticamente o cabeça de lista mais votada. Assim é impossível, como aconteceu 2015, formar maioria para governar uma autarquia como a de Lisboa de acordo com os resultados finais. O poder central tem regras bastante diferentes do poder local.

 

Na verdade ,na câmara da capital , à esquerda foram eleitos mais vereadores que a lista de Moedas, mas isso para efeitos de presidência de nada vale.

 

Moedas conseguiu eleger sete vereadores a igualar com o PS nos mesmos sete. A CDU elegeu dois e o Bloco de Esquerda um.

Com este resultado, Carlos Moedas será mesmo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e não há poderá existir assalto ao poder como certamente Medina e Catarina Martins gostariam. Ninguém duvidará que a ser possível, já estaria em marcha um qualquer plano para que e à semelhança do que aconteceu em 2015 quando toda a esquerda  não respeitando a vontade popular, rejeitou o programa do governo de Passos Coelho. O mesmo é dizer, que à altura dos factos, a legitimidade se sobrepôs à autenticidade.

Isto é: na altura o desrespeito pela soberania popular, foi legítimo porque constitucionalmente foi e é permitido, mas todos nós, verdadeiros democratas, sabemos que entre a legitimidade e autenticidade, a linha é demasiado ténue.

Se dava jeito uma geringonça agora ? Aí não que não dava. Mas não pode mesmo acontecer.

O dia da reflexão que não serve para nada.

Setembro 25, 2021

Sérgio Guerreiro

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Hoje, arcaicamente, ainda se vive sobre uma imposição legal que impede que toda a comunicação social bem como todos cidadãos envolvidos em eleições possam em plena liberdade exercer,  no que toca ao discurso e ao argumento político,  qualquer ação publica que possa influenciar o cidadão votante.

 

No entanto, com a continuada obrigação da existência do dia da reflexão, parece não haver ainda por parte do legislador a sensação que a maturidade eleitoral dos Portugueses  já está mais que consolidada.

 

Historicamente, este dia, com algum sentido sociológico e político, é implementado numa altura em que Portugal vivia um período conturbado e agitado com as suas primeiras eleições livres.

 

 

Ao mesmo tempo em que, em todas eleições se tem normaliza o voto antecipado é possível que este dia, já não tenha qualquer razão de existir.  Isto é, se o dia da reflexão que impede todos os agentes políticos e toda a comunicação social para que em teoria os eleitores possam ter um dia sem campanha ou influências e o aproveitem para, como o próprio nome indica, refletir sobre o seu sentido de voto, então impõe-se a pergunta: que sentido faz,  ainda termos um dia de reflexão com todas as proibições a ela inerentes mas que simultaneamente se possa exercer o voto antecipado em plena campanha eleitoral ?

 

Dito de uma outra forma: o dia da reflexão, só existe caso o eleitor exerça o seu direito de voto no dia designado para tal. Para quem o faz  antecipadamente, o dia da reflexão não serve para coisa nenhuma. Talvez, e a bem da verdade se possa afirmar, que este dia não serve mesmo a ninguém como não serve para coisa nenhuma.

E que tal irmos todos votar?

Setembro 22, 2021

Sérgio Guerreiro

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É sempre preocupante, ou deveria de ser, a taxa de abstenção que se regista no nosso país. O próximo acto eleitoral a realizar-se no dia 26 se setembro irá eleger os nossos representantes ao poder local: assembleia municipal, assembleia de freguesia e câmara municipal. Nas últimas eleições autárquicas 45% dos Portugueses não foram às urnas e em 2013  a taxa de abstenção foi ligeiramente superior: 47,4%.

 

Se o exercício pleno da nossa cidadania está revestido de inúmeras formas, o voto é uma das mais poderosas ferramentas ao dispor de cada cidadão. As eleições autárquicas são aquelas a que talvez damos mais atenção. Conhecemos pessoalmente os candidatos, os elementos das suas equipas e de alguma forma cada um nós está directamente ligado a cada um deles por um qualquer laço. São estas eleições que mais directamente nos dizem respeito e que podem influenciar a nossa vida no dia-a-dia.

 

Se estes organismos têm o poder de decidir algumas das questões práticas que a todos nós dizem respeito, arguir que não vale a pena ir votar, é transferir para o outro uma decisão pessoal e intransmissível. Quem decide sobre o futuro do nosso concelho ou a nossa freguesia, é quem nós quisermos , e só o poderemos fazer se formos votar para decidir quem desejamos que nos represente.

 

É importante no dia 26 de setembro, todos nós fazermos parte desta importante eleição e escolher quem vai governar o nosso concelho e a nossa freguesia. Se por um lado todos somos exímios na arte do protesto em cafés e entre amigos, temos agora a possibilidade de também mostrar o respeito por muitos homens e mulheres que morreram para  hoje pudéssemos viver num Estado de Direito Democrático onde podemos livremente e sem medos, discutir e opinar sobre o que está bem e o que está mal.

O árbitro deste “jogo “democrático somos nós, sendo os únicos com o poder de manter nos órgãos autárquicos quem ainda decide, quem devemos expulsar ou dar ao “jogo “novos “ players”.

 

Seria bom desta vez, irmos mesmo todos votar para que depois possamos em consciência exigir o que quer que seja.

Cuba: onde o comunismo deixa o povo à fome.

Agosto 08, 2021

Sérgio Guerreiro

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Não é preciso perceber muito de política, para que cada um de nós se interrogue como pode um partido português como o Bloco de Esquerda, do qual depende em grande o nosso governo, fazer uma manifestação de apoio à ditadura comunista Cubana. Do ponto de vista político será no entanto interessante verificar que o sistema Cubano, proíbe a existência de um outro qualquer partido que não seja comunista tal como censura a livre imprensa. Todos estes factos reais são totalmente contrários a tudo o que o Bloco de Esquerda protagoniza. Curiosamente, é importante referir o silêncio da esquerda ao saber que  Fidel Castro  e à semelhança de Estaline, líder dos comunistas soviéticos, sempre sentiu grande repulsa pela homossexualidade, isto para dizer que, no actual sistema político Cubano tanta vez apoiado por um  partido político português do qual o governo depende, há e sempre existirá, aquilo que o Bloco de Esquerda sempre quis abolir: a discriminação. Cuba nunca aceitou que nenhum dos seus possa ser homossexual. Reinaldo Arenas, que foi eternizado no filme “Antes que Anoiteça” protagonizado por Javier Bardem, foi um desses homossexuais perseguidos, presos, torturados e obrigados a passar fome só porque não tinham os mesmos gostos sexuais como o macho latino Fidel Castro. Fugiu do país nos anos 70, tal como aconteceu com muitos gays igualmente expulsos pelos comunistas.

 

Os relatos dos Cubanos que sobrevivem apenas com o equivalente a 100 dólares por mês, onde há falta do mais básico e do mais essencial para que se possa ter uma vida condigna, onde há médicos que trabalham carregar as malas dos turistas, não impressiona a nossa esquerda.

A tudo isto, a esquerda ao longo dos anos vai fechando os olhos dando a ideia que nada é como se diz quando todos sabem e conhecem a verdade. Todos eles sabem a miséria de vida do povo Cubano, mas todos fingem não querer saber.

 

Não é conhecido, nenhum regime comunista que se possa ter levado a sua população à prosperidade. Uma economia totalmente controlada e estatizada dará sempre um resultado: a fome e a mísera, e enquanto isso, o povo Cubano vai gritando de barriga vazia e de bolsos vazios.

 

Todos estes gritos de revolta  interessam a alguém? Não. Mas era bom que alguma elite esquerdista saiba ouvir o que pode significar os gritos e a revolta do povo quando o regime que apregoam os deixa à fome.

Paulo Rangel: o vídeo viral e a devassa da vida privada.

Julho 20, 2021

Sérgio Guerreiro

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Nenhum de nós ficou indiferente ao assistir por todas as redes sociais um vídeo onde Paulo Rangel foi protagonista num estado pelo qual todos nós um dia já passamos.

 

Antes de Rangel ser político, é humano.

 

Porém, gravar e guardar por anos um vídeo para que só agora o mesmo seja publicada e difundido, não é só um acto condenável no ponto de vista jurídico como também é revelador de uma baixeza sem medida. O grave desde episódio, é a forma como sem qualquer escrúpulo, decência e respetivo por outro, se grava este acontecimento que posto em circulação com o simples objectivo de denegrir a imagem de um homem que por acaso é um brilhante eurodeputado.

 

Escuso tecer quaisquer considerandos sobre o crime que alguém aqui praticou, mas não podemos, enquanto elementos de numa sociedade que se deseja  ser justa e tolerante, deixar passar em branco a forma e o timing da publicação deste episódio.

 

Sobre tudo isto só me resta acrescentar que, quem gravou este episódio, que o fez, de forma totalmente propositada, não é  digno de cometer na vida qualquer excesso porque acabou de mostrar ao mundo que afinal não é humano como todos nós e nunca terá a oportunidade de viver glórias, terrores ou aventuras.

O Recolher obrigatório de um Estado de Direito a fingir.

Julho 01, 2021

Sérgio Guerreiro

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Decretado que foi o recolher obrigatório nos concelhos considerados de risco elevado através de uma resolução do conselho de ministros, fica proibido circular na via pública a partir das 23 horas até às 5.00. A medida entra em vigor já esta sexta feira que se prolongará todos dias da semana.

 

A proibição de circulação, entra na esfera constitucional da restrição de direitos, liberdades e garantias em que a mesma só pode ser eliminada vivendo em estado de emergência. Para que assim seja, haverá a necessidade de o país ver declarado outro estado que não o actual.

 

De qualquer forma nenhum órgão soberania pode isoladamente decidir restringir direitos aos cidadãos consagrados na Constituição da República Portuguesa. O respaldo para que tudo isto aconteça, é encontrado na Lei de bases da Proteção Civil, mas adotar medidas em estado de calamidade confundi-as com estado de emergência, são contrárias à própria constituição.

 

Fica claro pela leitura atenta do artigo 19.da Constituição da República Portuguesa, que a limitação, embora parcial, da restrição de liberdade de locomoção, só pode encontrar restrições caso seja declarado o Estado de Emergência.

A própria proporcionalidade da medida levanta algumas questões: o vírus só atua entre as 23H e as 5.00H?

 

Tudo isto são regras inconstitucionais, em que teimosamente o governo insiste em aplicar com o “amém “ do próprio Presidente da República que embora seja um reputado constitucionalista não encontra nestas novas restrições qualquer ilegalidade.

A suspensão de direitos, liberdades e garantias, não pode em qualquer Estado de Direito Democrático ser imposto por um órgão de soberania, “por dá cá aquela palha “. Isto é tão grave como perigoso da mesma forma que se desrespeita claramente  todas as normas da mais basilar Lei de um Estado de Direito. A sua Constituição.

Luís Filipe Vieira: o devedor do BES ou o lesado do BES?

Maio 18, 2021

Sérgio Guerreiro

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Se há algo que importa reter nas inúmeras comissões parlamentar de inquérito sobre o BES a que temos assistido, é o papel da importância ao nível do conhecimento que é dado à sociedade portuguesa para que esta perceba de vez em que tipo de país vivemos. Sem a transmissão directa de todas as CPI e que está alcance de todos a qualquer momento no site da ARTV,  o mais  certo seria não ter o conhecimento devido e tão aprofundado sobre a promiscuidade entre os vários sectores da sociedade portuguesa ao longo desta década.

 

Da política à banca, passando pelo futebol, ninguém escapa ao escrutínio público, e entendemos agora perfeitamente, a razão de muitos se oporem a que todos os Portugueses possam ouvir os dislates que por lá são ditos. É  bom relembrar que quando Joe Berardo se descolou ao parlamento o seu legal representante fez tudo por tudo, sob a égide da proteção da imagem do seu cliente, para que não fosse transmita a audição em directo. Não conseguiu.

 

 

Poderão muitos perguntar com toda a legitimidade: “ mas aquilo das CPI dará algum resultado? Direi: já deu.

Ficamos todos a saber quem deve, como deve e como não quer pagar, sobrando inevitavelmente a conta para todos nós.

 

Ficamos também a saber que o BES, era sem dúvida o melhor banco português a dar crédito. Sem constituir garantias ou sem deligenciar o seu reforço, concedia empréstimos a empresas sem capacidade financeira alguma para honrar as suas obrigações.

 

O banco não era esquisito e talvez lhe chegasse a palavra de honra de alguns empresários.

 

Nós, os comuns portugueses que somos tratados como simples pagadores disto tudo, vemos todos estes acontecimentos de uma única forma à luz do que vamos ouvindo.Se eu devo 100 euros ao banco, tenho um problema, mas se eu dever 100.000 euros o problema já e do banco”.

Caso para dizer, que quando eu for mais crescido quero mudar de profissão e gostaria, talvez como muitos portugueses, de também ser um grande devedor. Pelos vistos, há mais vantagem e ainda posso ser presidente de um clube de futebol mesmo sem perceber nada do assunto.

 

A questão essencial é só esta : o valor que já pagamos de todas estas aldrabices e restruturações, o montante já vai em 9 mil milhões que foi directamente canalizado para os cofres do Novo Banco.

Parte deste montante, foi para cobrir imparidades na ordem dos 400 milhões de euros considerados perdidos por créditos concedidos ao grupo Promovalor de Luís Filipe Vieira em que este teria ficado espantado por ser considerado o segundo maior devedor do BES/ Novo Banco. Mas a sensação que ficou enquanto o ouvia, era que afinal o presidente do Benfica não estaria a prestar declarações para que se saiba porque razão não paga o que deve, mas sim na qualidade de lesado do BES. 

 

As restruturações de dívida, embora possam ser consideradas  pontualmente “ normais" na relação comercial entre a banca e um grupo empresarial,  não deixa de ser estranho quando estas mesmas restruturações passam a ser, não meras e pontuais restruturações, mas sim, consecutivas restruturações sem que se pague um euro ao longo de uma década.

Isto não acontece no mundo real das empresas sérias,  acontece isto sim, num outro mundo parcelo.

Acontece no mundo dos negócios daqueles que antes de pedir créditos já terão todo o esquema montado para não o pagar.

 

Que fique claro dois pontos essenciais nisto tudo:

 

1-Luís Filipe Vieira e outros não vão pagar um euro das suas dívidas;

2-Somos nós a sustentar a vida de Luís Filipe Vieira e de outros como ele.

 

 

Para os benfiquistas, também ficou claro que Luís Filipe Vieira ocupa o lugar da presidência do Benfica, não porque o queira, mas sim porque os bancos o pediam.

 

O segundo maior devedor do BES pode querer passar-se pelo segundo maior lesado do BES, mas nunca conseguirá, graças a esta comissão  parlamentar de inquérito ao BES que todos nós podemos assistir, voltar a ser o empresário respeitável como muitos pensariam que o fosse e que sempre o próprio quis transparecer.

A importância de sabermos estas coisas, é de elevada importância e dá-nos a perspectiva correcta de como anda muita gente a viver à nossa conta. Um deles, é o Presidente do Benfica que afinal nem o queira ser.

Mas com tudo isto, quantos portugueses andam a pagar com o esforço do seu trabalho as dívidas do segundo maior devedor do BES? Todos.

 

 

 

João Galamba: um “ socrático “ que sofre de DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção).

Maio 09, 2021

Sérgio Guerreiro

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A comunicação, quando feita por  responsáveis políticos, deve ser contida na sua verbalização.

A linha que separa entre o espaço público e espaço privado não existe.

 

O recurso ao insulto e à maledicência, como tem sido hábito no linguajar de alguns responsáveis políticos, leva democracia a atingir níveis nunca antes vistos, que a destroem aos poucos levando até à lama.

 

Cabe aos cidadãos comuns, no exercício livre dos seus direitos, seja à mesa do café entre amigos, seja na sala de jantar ou em outro qualquer lugar, exprimirem-se como quiserem e sobre o que entenderem. É permitida, entre esse grupo de cidadãos anónimos , o uso de expressões mais ou menos comuns, dentro da esfera privada.

 

Mas poderá um governante, como João Galamba no uso das suas competências na qualidade de Secretário de Estado da Energia, vir para o espaço público, como se estivesse sentado à mesa com o “ padrinho”, José Sócrates, escrever o que escreveu sobre um programa da RTP que não é do seu agrado?

 

Se é de salutar no debate político o princípio do contraditório do qual a democracia é feita, já o uso de expressões abusivas, que só serão permitidas dentro de um círculo privado, mina essa mesma democracia.

Seja contra o que for e o que for, não pode um governante vir para o espaço público, usar expressões como “ esterco” quando se refere a um programa de televisão de uma estação do Estado. Não pode porque está intrínseca e moralmente proibido de o fazer.

 

João Galamba , como governante voltou a prestar, como o seu “padrinho”José Sócrates lhe ensinara, um péssimo serviço à democracia e estou certo que envergonhou todo o governo e toda a nação. Não há memória de alguém recentemente no governo, dirigir um ataque tão vil à comunicação social. Sinal claro que o poder, em particular João Galamba, não gosta de ser escrutinado

 

Era também assim que José Sócrates linguajava.

 

Mas não é a primeira vez que o Secretário de Estado da Energia, mostra a sua arrogância com uma necessidade exacerbada de atenção política.

 

A propósito de uma entrevista à SIC Notícias de Clemente Pedro Nunes, professor catedrático jubilado do Instituto Superior Técnico e especialista em energia do hidrogénio, João Galamba escreve  em Julho de 2020 também na sua conta Twitter o seguinte:

“É um aldrabão e um mentiroso do pior. Não há outra forma de descrever este cavalheiro. Chama-se Clemente Pedro Nunes e é um aldrabão encartado.”

 

Não podemos encontrar em todo o percurso político de João Galamba , boas razões para que este continue a ocupar o lugar de Secretário de Estado, porque cada vez que este governante não gosta de alguma coisa, utiliza como argumento o mais sujo jogo democrático.

 

Quando se está em funções públicas,  todo o espaço também é público e se António Costa, não vier de alguma forma pedir desculpa pelo excesso cometido por este elemento do seu governo, então é porque estará também ele a validar as afirmações de João Galamba.

 

Para um governante dar vistas, utilizar a linguagem que João Galamba, é sintomático de um distúrbio grave quando não se sabe jogar limpo as regras do jogo.

 

Por mais  que o Secretário de Estado da Energia se esforce, não deixará de ser um “ socrático” com um excessivo déficit de atenção política.

Portanto, isto é só mais uma birra de um menino  que quer brincar à política, só que no recreio,  ninguém brinca com ele.

O vírus do socialismo que está a dar cabo disto tudo.

Maio 04, 2021

Sérgio Guerreiro

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Depois da ilusão, a realidade bate sempre à porta. Não é conhecido nenhum caso de sucesso político e económico vindo do socialismo. Ao contrário, podemos dar muitos exemplos.

 

Em Portugal, a experiência de Soares, Guterres e Sócrates, levou o País a estender a mão aos outros e hoje, António Costa, que vai engordando as suas gentes e toda a máquina do estado que controla faz com que Portugal não cresça como devia.

 

As políticas são demagógicas, não criam riqueza bem permitem a qualquer jovem poder sonhar, e ainda há quem ache que podemos continuar a viver sob a égide de uma patética ideologia que nunca deu resultado nenhum.

 

Mais à esquerda, não se gosta de recordar o comunismo tipo soviético, que nos anos 60 e 70 do século passado parecia um sucesso, e que se revelou afinal uma tragédia para os povos subjugados, exposta com o colapso da União Soviética.

Tragédia económica, sem dúvida, mas também banhada num monte de sangue das vítimas da repressão comunista.

A Venezuela, um dos países mais prósperos da América Latina, é hoje o maior colapso económico e social já mais visto. Na Europa, o Reino Unido, liderado nos anos 70 pelo partido Trabalhista, deve a sua recuperação a Margaret Thatcher.

Mitterrand levou a França ao desastre.

 

Por aqui, em terras lusas, aplica-se a regra de quanto mais estado melhor estado. Um estado controlador de tudo e de todos, desrespeitando regras e abusando do poder pondo ou serviço os meninos fiéis na esfera do controlo.

 

Um estado que não evolui, que não deixa criar riqueza e que não entende que é através dela que se cria mais e melhores condições de vida para todos.

 

Este estado, que vive à conta de cada um de nós, vai comprando descaradamente os seus funcionários, para não perder o seu eleitorado. É ele que vai criando mais emprego tornando a máquina cada vez mais pesada para que a conta quando chegar, saber a que porta deve bater.

 

Não se fala em crescimento, não há um política de visão para futuro e vamos sistematicamente aplicando a velha receita de tributar em vez de criar.

Não se estuda nem se debate uma política de incentivos fiscais para a atração de investimento, não se fala em competitividade fiscal, nem se quer ouvir em falar em baixar impostos, quando na realidade, é precisamente aí que tudo mexe.

Não se quer perceber que em crises financeiras e sociais a recuperação económica deve-se em grande parte à diminuição de impostos sobre o trabalho para incentivar a procura interna, bem como promover políticas de redução da carga fiscal nas empresas para atração de investimento e criação de postos de trabalho. O valor perdido em impostos directos, podem gerar mais receita em impostos indiretos.

 

 

Não se fala na reforma da justiça, onde um empresário que tenha um litígio fiscal, pode ver o seu caso resolvido em 15/20 anos.

 

No fundo não se faz nada. Não se governa mas governam-se, não se cria riqueza mas enriquecem, não cria emprego, mas os pupilos socialistas são directores gerais aos 34 anos onde a maioria dos jovens com idade semelhante vivem de trabalho precário, e é uma sorte te-lo.

 

Vamos remendando buracos aqui e ali e não se resolve a fundo coisa nenhuma.

 

Esperem para ver, mas o PPR(Plano de Recuperação e Resiliência) não vai trazer nada de bom a ninguém, porque as manobras nos bastidores já estão a ser preparadas para a vaca que voa se fazer a vida.

E nós? Nós não valemos nada. Resta-nos pagar os disparates desta gente inqualificável, inoperante, desonesta e sórdida que vai dando cabo disto tudo. Outra vez.

 

 

 

 

 

 

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