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Melhor Política

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Quando o ódio veste uma farda.

Dezembro 20, 2021

Sérgio Guerreiro

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As recentes imagens televisivas que foram amplamente divulgadas sobre a cobardia de sete elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) ao se filmarem num acto de autocondenação, humilhando e agredindo, imigrantes por mera diversão, chocaram o país e talvez, as gravações fossem também para mais tarde recordar.

A sociedade portuguesa que ficou de certa forma incrédula com estes actos bárbaros, assistiu ao pior que o ser humano pode revelar de si mesmo, e quando tudo isto veste uma farda em nome do Estado Português, todos devemos sentir vergonha.

As imagens difundidas foram de facto, serviço público. Todos nós devemos ter a consciência daquilo que se passou em Odemira . E sim, era preciso saber-se disto, era preciso ver-se isto. Por mais que possa doer, levamos todos um grande murro no estômago e ainda bem.

 

Não abano aqui  a bandeira do populismo que muitos já agitam dizendo que temos um problema de racismo nas forças de segurança querendo fazer deste assunto um mero jogo político de forma totalmente irresponsável. Estes cobardes homens fazem infelizmente parte de uma força de segurança composta por cerca de 20 mil homens e mulheres que não se podem confundir com uma minoria racista e acéfala que infelizmente ainda por cá prolifera.

Não considerando Portugal um país racista ou xenófobo, o certo é que temos aqui um problema que todos viram e que ninguém pode assobiar para o lado, isto é, não se poderá fingir que nada se passou.

 

As imagens não mentem. São de tal maneira claras  e explícitas que fica difícil argumentar com a “ capa” da

teoria da presunção de inocência.

Estes sete elementos da GNR, vestindo uma farda em nome de todos nós e em representação do nosso Estado, serão levados à justiça e serão exemplarmente punidos.

No entanto há uma pergunta à qual o executivo nos deve responder:

tendo sido aprovado em março “Plano de Prevenção de Manifestações de Discriminação nas Forças e Serviços de Segurança”, este plano tem como objetivo combater a discriminação na polícia onde é assegurado a presença de um “ Oficial de Direitos Humanos “.

Já podemos saber quantos oficiais há nesta categoria e onde estão ?

O mesmo documento compromete-se a definir e reforçar critérios de avaliação de candidatos de forma a despistar atitudes, comportamentos, traços e características de personalidade que tendem a  distanciar-se dos valores inerentes ao Estado de direito e à defesa dos direitos humanos.

 

Tudo isto está a ser implementado?

 

Mas por agora só se pode  exigir que se faça a tão acostumada justiça em nome de um povo que não pode mais tolerar actos semelhantes a estes que assistimos.

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