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Melhor Política

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Os pagamentos por conta já são estúpidos e agora ainda são mais.

Sérgio Guerreiro, 04.04.20

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Sempre fui um acérrimo defensor de abolir os pagamentos por conta, seja em sede de IRC ou IRS. A medida de os suspender por agora e deferir no tempo o seu  pagamento não é igual ao de acabar de vez com esta estupidez. Os sujeitos passivos terão que o pagar mesmo que seja mais adiante. Vejamos: O pagamento por conta a pagar em 2020 em três prestações nos meses de Julho, Setembro e Dezembro tem por base o valor da colecta de IRC do ano anterior (2019). Isto quer dizer que, em Julho  (prazo suspenso) teria que liquidar a primeira prestação tendo em conta o que já afirmei atrás i.e, sobre a colecta de 2019 que será deduzido em caso de lucro apurado no exercício de 2020 em contas a entregar ao Estado em 2021 e em caso de prejuízo o Estado fará o favor de o devolver. Portanto o pagamento que as empresas estão obrigadas a fazer, é um pagamento sobre um presumível valor que irão ter. Em suma, vão adiantar euros ( que tanta falta fazem ) sobre algo que não se sabe muito como vai correr. Mas agora e neste momento difícil para todos, os empresários já sabem como vai correr, mas para governo parece que tudo nesta matéria é mais ou menos  igual. Já todos sabemos hoje, que o lucro, nomeadamente das micro e pequenas  empresas durante o corrente ano de 2020, já não é o esperado nem será, nem de perto nem de longe, nada parecido com 2019. Basta recordar ao senhor Mário Centeno que há muitas empresas que tiveram que fechar portas e a facturação nestes meses de Março e Abril foram ao fundo. E vamos ver daqui para a frente. Já percebem onde quero chegar certo? Já. Mas o Estado acho que não entendeu. Portanto seria da mais elementar justiça, adicionar às medidas já implementadas que, são meramente um empurrar “para lá” o pagamento de impostos, abolir para 2020 e de vez todos os pagamentos por conta, seja em sede de IRC seja em IRS. É que, não pagar alguns impostos, pelos menos aqueles que têm por base valores de exercícios anteriores, também é aliviar a tesouraria das empresas. Acho eu. Mas isto sou só eu a pensar assim naquela...Na parvoíce vá!

Até à próxima.

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