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Melhor Política

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O dia seguinte.

Janeiro 31, 2022

Sérgio Guerreiro

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É verdade que ninguém esperava que os resultados agora conhecidos das eleições legislativas, marcadas pelo chumbo do Orçamento do Estado, fossem aquilo que hoje são.  A escassos dias das eleições fomos sabendo pelas sondagens que a disputa entre o PS e o PSD era renhida existindo até, um empate técnico entre Rui Rio e António Costa.

O resultado foi outro, e os eleitores deram ao Partido Socialista uma maioria absoluta que nem o próprio concebia ser possível. Mas foi, e contra isto nada a fazer. As razões tácticas e políticas para chegar aqui são inúmeras e os portugueses responderam ao país que não gostam de crises políticas, penalizando os partidos mais à esquerda ( BE e PCP) pelo chumbo do Orçamento do Estado, aliando a tudo isto, o medo que o PS fez circular de uma extrema direita integrar o governo de Rui Rio. Tudo teve impacto na hora do voto mas se por lado muitos queriam voltar a ver o PS no governo, muitos dos seus eleitores não queriam o PS a mandar nisto tudo. Hoje, estou certo da existência de um certo arrependimento de alguns eleitores de esquerda. 

A verdadeira reflexão que agora teve ser feita, não é saber como aqui chegamos mas porque razão aqui chegamos, e escolher o que já se conhece pode ser sinónimo de uma grave iliteracia política e financeira de um povo que prefere não conhecer aquilo que é diferente que poderá a futuro dar melhor resultado. Há medo de ser diferente, há medo de apostar em outras políticas em detrimento das existentes que no entanto todos  sabem não produzir resultados, mas o conforto falou mais alto sendo preferível viver uma sociedade que já se conhece do que apostar numa diferente forma de estar.

Ainda se acredita em mentiras e o PS vive da desgraça de muitos e de todos aqueles que dependem dele. O PS atacou o eleitorado pelo medo de mudar, e mudar comportamentos eleitorais num país envelhecido não é fácil.

Há uma ideia, que o estado tem um compromisso exclusivo; dar, dar e mais dar, e muitos esquecem-se que aquilo que o estado dá é com o dinheiro de todos. Não há dinheiro do estado , porque tudo aquilo que ele distribui é fruto do nosso trabalho.

É esta a ideia que muitos têm porque é esta a ideia que é transmitida sem ninguém questionar como é que tudo isto se paga. A diabolização de um discurso que a direita vem ai retirar e reduzir apoios, a privatização do Serviço Nacional de Saude e o corte nos apoios sociais, ou mesmo uma direita contra o salário mínimo nacional, criaram o medo naqueles que já pouco têm.  É esquecida a criação de riqueza que faz crescer a economia, é esquecida a possibilidade de reduzir impostos às famílias e às empresas, é esquecido em suma o desenvolvimento.  No entanto, para argumentar politicamente fazendo vingar um determinado pensamento económico menos dependente do estado, será preciso igualmente o surgir de uma nova classe política capaz de comunicar cabalmente demostrando que há um caminho diferente tal como fez a Iniciativa Liberal, porque até aqui todos sabemos que o modelo do socialismo não funciona e não faz falta a Portugal.

O novo dono disto tudo, que escraviza um povo incapaz de se libertar das amarras de um estado castrador da liberdade individual ganhou pelo medo. Perdemos todos, perdeu o país e voarão para outras paragens muitas bagagens recheadas de sonhos que aqui já não se consegue concretizar.


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