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Melhor Política

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Moratórias. Repensar tudo outra vez.

Fevereiro 05, 2021

Sérgio Guerreiro

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Uma das estratégias pensadas pelo executivo no início desta pandemia para alívio financeiro das empresas e das famílias, foi o alargamento do prazo de pagamento de obrigações contratuais bancárias. As chamadas moratórias.
 
Assim, uma grande parte dos agentes económicos, retomarão os pagamentos em Setembro desde ano tal como está, por agora, previsto.
 
A questão que deve ser desde já analisada, é o facto de as moratórias terem sido desenhadas num quadro económico diferente do actual onde não se previa este novo dado que obrigou muitos sectores importantes da actividade económica do País a encerrar a portas.
 
O caso da restauração e similares, é sintomático desta nova realidade.
 
Assim, a retoma económica esperada, poderá ter que ser adiada não se prevendo que a capacidade das famílias e das empresas se recomponha até Setembro de 2021, muito embora a quebra do Produto Interno Bruto ( PIB) em 2020, que se cifrou em 7,6% segundo dados do INE( Instituto Nacional de Estatística), fosse menos gravosa do que o esperado.
 
É provável que o cenário em Setembro de 2021, prazo para retomar a pagamento das moratórias pedidas pelas famílias e empresas, seja pior que o expectável aquando do desenho inicial em Março de 2020 desta forma de alívio financeiro.
 
Parece então, até por uma questão de cautela e acalmia, que se deve estudar já a possibilidade de adiar este pagamento até porque é desconhecida a extensão da crise provocada por esta segunda fase de confinamento geral.
 
Havendo a total incerteza económica e com alterações de formas de gestão por parte das empresas, atempadamente e não em cima do joelho como sempre, urge em conjunto com todos os envolvidos, estudar e deixar desde já claro, se há ou não uma desejável possibilidade de adiar as obrigações bancárias, até a retoma económica dar sinais positivos.
 
Se por um lado este mecanismo é de facto um balão de oxigénio financeiro, por lado ele não é um perdão de dívida, mas dever-se-à pensar que, não havendo uma rápida melhoraria da actividade económica, nada se poderá pagar, criando à posteriori uma crise financeira grave.
 
Cerca de 23 % do crédito com moratórias concedido às famílias e às empresas pode ser preocupante sendo a taxa mais elevada da União Europeia, excluindo a
Hungria, e para que não haja um “terramoto” financeiro, visto que o mês de Janeiro já está perdido e vamos a caminho de perder o mês de Fevereiro, então é de planear já o adiar do mecanismo das moratórias. Sobre esta possibilidade, o BCE ( Banco Central Europeu) prevê também essa necessidade.
 
Esperando que a vacinação corra bem poderá a economia reabrir mais rapidamente mas o que agora se deseja, é prevenir atempadamente toda esta a questão e apresentar até Abril/Maio aos agentes económicos uma solução para que todos se preparem convenientemente bem.
Às vezes, tudo isto corre muito mal, porque nada se planeia e andamos todos às aranhas e à pesca de soluções de última hora.

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