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Melhor Política

Melhor Política

Lucília Gago dava jeito a Sócrates.

Não chegou foi a tempo!

Sérgio Guerreiro, 05.02.20

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Dois procuradores no caso de Tancos queriam ouvir duas pessoas.

António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, mas Albano Pinto, director do DCIAP ( Direção Central de Investigação e Ação Penal) não deixou.

Os dois procuradores encarregados do processo reclamaram.

E a ordem é clara. O que os procuradores quiserem fazer no âmbito de um processo à sua guarda, só o têm se a hierarquia quiser. Simplificando, é este o resultado do parecer “encomendado” por Lucília Gago, que veio substituir Joana Marques Vital e agora percebemos todos porquê.

O parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República (PGR) considerou que os procuradores estão obrigados a cumprir as ordens dadas “ lá em cima “.

E essas ordens, são ordens emanadas “ lá de cima “ que não devem constar no processo, ou seja, é uma ordem que se esgota no interior da relação de  subordinação, não constituído um acto processual penal.

Ficando assim sem estar devidamente identificado no processo, quem deu a ordem.

Este parecer que Lucília Gago fez circular para se cumprir é claro a dizer que, quem manda agora na justiça, é o poder político pela sua mão, e a expressão tanta vez utilizada por António Costa ao dizer que “ à política o que é da política e à justiça o que é da justiça” é igual à expressão “ palavra dada palavra honrada”. Terá António Costa agora, que refazer o seu discurso porque este não cola mais.

Assim, este é o dia mais negro da história da democracia e do Estado de Direito Democrático.

Querem matar a justiça e nós estamos a deixar. Lucília Gago agora tem a certeza que pode, porque lhe deram esse poder, mandar mesmo nisto tudo. Se ela quiser, um qualquer processo em investigação pode parar e a  verdade fica por se saber, se a alguém der jeito que não se saiba. 

Isto dava jeito a José Sócrates, só que não chegou a tempo...