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Melhor Política

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Lembram-se de uma cruzinha que fizeram em Outubro? Este é um dos resultados.

Sérgio Guerreiro, 25.03.20

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Estamos a poucos dias do final do mês e já com três alterações ao regime simplificado do ”layoff”. Este mecanismo foi criado em determinado âmbito, nomeadamente, num cenário de abrandamento da economia. Não estamos nesse patamar, estamos noutro mais perigoso e mais acima. Estamos extraordinariamente a atravessar outra fase da nossa história e da vida das empresas e das pessoas, um estado de emergência e para o qual hoje nos apercebemos das suas dificuldades. E sabemos outra coisa, que o governo não sabe o que é uma micro empresa. Não pode saber, porque se soubesse, a regra e a forma seriam diferentes. Para além da burocracia associada a tudo a isto, há micro empresas, e quase a sua total maioria, vive do dinheiro dia a dia e da sua facturação. Podem existir algumas, poucas, que podem ter ainda alguma folga financeira para pagar os salários do mês de Março que está a bater à porta dos empresários. Outras haverá, até por força das circunstâncias de serem obrigadas a fechar, que a facturação é mesmo de zero. Não há razão lógica que se possa apresentar para que empresas  nesta fase tenham  que assumir o papel e a obrigação do estado. Não há justificação possível que se aponte a razão de as empresas terem que se substituir moralmente à segurança social, pagando a empresa a parte que cabe ao Estado para depois o estado lhe devolver. A segurança social tem, e se não tem peça, o NIB da malta toda... porque se a empresa ficar a dever à segurança social, esta penhora a conta bancária e é assim de repente. Não sabe o NIB? Peça que as empresas dão. Mas até nem tem que ser por aqui. Quando o “ layoff” finalmente estiver pronto, deveria constar um quadradinho para indicar o NIB dos funcionários e a segurança social pagaria directamente a cada um deles. Dá trabalho? Dá. Tem que ser assim ? Tem. Se assim não for nem a Abril se chega. E a ideia errada que passa de não poder haver despedimentos, a continuar assim, vamos ver os números, e estou convencido que, com os apoios que há disponíveis na banca, quando chegar às empresas, já não há empresas, pelos menos as micro. Não estará na hora de o Estado aliviar a economia nacional, pagando às empresas o que deve? Admito, poucochinho, que em Março ainda se pode esticar os poucos euros que haja, mas a manter este cenário e com estas regras até não se saber quando, o mundo das micro empresas desaba num ápice e com ela, tudo o que está por trás...pessoas. É pena que um governo de esquerda não perceba  isto da mesma forma que é triste que agora temos a prova (que para alguns faltava), de que quem nos governa não conhece a realidade do país. As empresas não fazem dinheiro, não imprimem dinheiro, e as micro empresas não tem fundos no banco, vivem do “caixa “do dia a dia, da facturação que agora é zero. Ou percebem isto, ou isto não vai ser bonito de se ver! Que esta negra fase da nossa história sirva para se perceber o mundo real em que se vive.

Com isto tudo #FiqueEmCasa.

 

 

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