Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Melhor Política

Melhor Política

Combate à abstenção: porque razão ninguém fala disto?

Setembro 03, 2021

Sérgio Guerreiro

8CA35966-692B-433F-9896-306134ABAA3A.jpeg

Aproxima-se a passos largos a data das próximas eleições autárquicas. Dia 26 de setembro, os eleitores são chamados a pronunciarem-se sobre os destinos da sede dos seus concelhos e freguesias elegendo os seus representantes. Na origem da construção do poder local  como hoje o conhecemos, a participação cívica e activa é o seu mais basilar elemento. A resolução de algumas questões do dia a dia, a proximidade entre eleitos e eleitores, é essencial para que o poder local faça sentido devendo este afirmar-se como factor da dimensão concreta da mais nobre expressão da afirmação de cidadania. Para isso, todos somos confrontados com as mais diversas escolhas de programas e não tanto, direi, de ideologias políticas. A cidadania não pode continuar a resumir-se à passividade de renúncia de direitos em surdina. Deve sim, lutar pelos direitos que são devidos a todos.

 

Já anda a caminho a campanha eleitoral para as autárquicas do meu concelho e ouvindo já as mais variadas propostas e promessas de obras, parece que nenhum candidato ao poder local se preocupa em combater a elevada abstenção, que chegou a “ bater” nos 40% nas eleições de 2017. Dos 21.177 inscritos, votaram 12.889.

 

Se é importante no discurso político apresentar os mais variados projectos, não pode de forma nenhuma ser descurada pedir a todos mais intervenção explicando a importância de votar.  Até agora, já ouvimos de tudo: de projetos com verdadeiro sentido, a alguns alguns sonhos que nos querem vender. Mas não deixa de ser gritante que nenhum candidato se preocupe a início, em perceber a razão da abstenção. Se todos os candidatos primam por publicitar políticas locais interessantes, a campanha que se vai fazendo, marcada já pela maledicência, poderá contribui para deixar fugir os destinatários dos projetos apresentados.

A abstenção é um “cancro “social e civilizacional, e o primeiro passo para responder a esta “doença” pode encontrar parte da reposta nos candidatos ao poder local. Pelo que temos assistido, não parece ser este um assunto preocupante. E assim, se ficar tudo na mesma, não faz mal algum. Nada mais errado para quem ser eleito.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub