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Melhor Política

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Andam a gozar com o Ensino Artístico Especializado.

Setembro 16, 2020

Sérgio Guerreiro

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Enquanto a sociedade Portuguesa e os seus académicos discutem abundantemente se o ensino da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento deve ou não ser obrigatório, passa pelos pingos da chuva a não discussão sobre o ensino Artístico Especializado. 

O corte no número de vagas é assustador e chega a ser superior a 50% sendo mais grave que atribuição das vagas apoiadas pelo Estado é conhecida depois da inscrição dos alunos.

Veja-se o caso do Orfeão de Leiria e da Sociedade Artística Musical dos Pousos.
Os critérios para a brutal redução do financiamento, como consequência da redução do número de vagas, para além de não serem claros, não é explicada.

Em declarações a 21 de Julho, numa audição parlamentar, a secretária de Estado da Educação, Susana Amador, teria afirmado que as escolas de ensino artístico especializado iriam ter mais alunos financiados pelo Estado, atingindo os 32 mil estudantes e que os contratos celebrados com as escolas de ensino Artístico Especializado, iria aumentar, passando de 72 para 74 milhões de euros.

Segundo uma nota divulgada pelo Município de Leiria, em todos os níveis de ensino ( iniciação, básico articulado e secundário), há 162 alunos já matriculados e distribuídos por turmas. Mas o Estado só está disponível para financiar 64. 
Um outro exemplo de como toda esta trapalhada é gerida: 
O Instituto Jovens Músicos da Caranguejeira candidatou-se a 10 vagas e recebeu 1.

Não levando a sério, a cultura como pilar fundamental do desenvolvimento pessoal e a capacidade crítica enquanto indivíduo em formação,  estamos a caminhar para a "ignorância" sem escolha, típica dos estados totalitários, em que o não conhecimento era o melhor amigo do Estado, mas também não se pode esperar muito de um País que numa área tão fundamental para o seu desenvolvimento não chega a gastar 1% do PIB enquanto deixa fugir só em corrupção o equivalente a 7,9% do Produto Interno Bruto .
Só na Bulgária por exemplo , são gastos cerca de 3 % a 4% do PIB na área da cultura.

O ensino Artístico é uma ponte fundamental para o desenvolvimento do jovem como cidadão na sua formação. Não é por acaso que o estudo da música por exemplo, leva a um maior resultado nas notas finais.
Estamos habituados a duas grandes áreas neste tipo de ensino; música e dança. Mas, e já em várias “discussões” com profissionais, creio ser imprescindível, diversificar o âmbito no ensino Artístico Especializado, alargando-o a outras matérias como o Teatro por exemplo. Poucas são as academias ou escolas com uma variedade aceitável.
Mas creio ser utopia este discurso porque a intenção agora é clara. Não é discutir o tema, mas sim acabar com o tema. É demasiado sério este assunto porque é de futuro e de formação cívica e cultural do cidadão que estamos a falar. É com isto que o Estado quer acabar. E as provas disso mesmo estão à vista de todos e só não vê não quer ver.
Porque, políticas educacionais conjugadas com políticas culturais decentes, não são para este governo. 
Ou este assunto se leva a sério e de vez, ou então que se feche o País e vamos todos viver para Vénus.

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