Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Melhor Política

Melhor Política

A ilegalidade do Chega faz-se no combate político. Não é nos tribunais.

Dezembro 15, 2020

Sérgio Guerreiro

ECF02978-74A1-4AEF-8829-A01029B5E092.PNG

 
Começa a cansar de ler e de ouvir, que num Estado de Direito Democrático como o nosso, não se perceba, ou não se queira entender , que a existência do Chega é tão legal como outra força política qualquer.
Não aceitar isto é não aceitar a democracia e não respeitar as instituições. Por outras palavras; tanto é justo e legal a existência partidária do Chega como é a do Bloco.
 
A análise poderá partir de um outro patamar.
 
O medo do crescimento exponencial de um Partido chamado de anti -sistema, sendo possível até que não seja assim tão anti-sistema como parece. O que se deve compreender para se poder combater o que quer que seja em política,  é em primeiro lugar  aceitar a democracia para depois encontrar no debate a raiz das questões.
Há que encontrar a razão do crescimento de um Partido como o Chega para se entender a sua crescente popularidade.
Dure muito ou pouco,  ele está cá, cria confusão e veio de alguma forma abanar toda uma classe política habitada ao silêncio opaco.
Mas este partido faz muito barulho. Diz o que qualquer cidadão gosta ouvir. Não apresenta medidas concretas para o nosso problema de crescimento. 
Vai dizendo que pagamos demais para uns que não fazem nada etc.. etc... O discurso que vende mas vazio de conteúdo. Ou seja, utiliza o marketing político na perfeição, mas vai enganando sem qualquer pudor como foi o caso da falsa marcação do conselho nacional. Teve que ser um comando de uma corporação de bombeiros , onde supostamente estaria marcado encontro do Partido Chega, a vir desmentir tudo isto.
Mas numa coisa André Ventura está bem preparado. Respostas não lhe faltam.
 
Aqui chegados a razão para tudo isto acontecer é só uma.
A falta e ausência de respostas claras para a vida comum das pessoas e das empresas. Essa mesma ausência é o prato preferencial das forças populistas , aliado a uma fraca e perdida oposição sem rumo e não aproveitando a seu favor as falhas de um governo que faz o que quer. É do conflito extremo e da falta de democracidade, que se alimenta os extremos.
Combater isto, só tem um caminho. Não é pelos tribunais como Ana Gomes promete fazer se for eleita.
É no terreno, cara a cara e não fugir ao combate. É pelos mais válidos argumentos que se combate em política.
Ana Gomes não entende como o Tribunal Constitucional legalizou o Chega. Eu digo-lhe. Foi da mesma forma como legalizou o Bloco ou outro partido qualquer.
Em suma , foi a democracia a funcionar.
Uma candidata a Presidente da República  que não entende isto, é melhor desistir já porque quando se desconhece as regras do Estado de Direito Democrático então é melhor parar por aqui.
 
Dito isto,  que não se meta o TC nestas quezílias politicas, porque o este órgão de soberania só cumpriu com o seu dever.
Para que Ana Gomes nos possa mostrar o que vale, que nos prove politicamente porque não se deve votar em André Ventura. Se a agora candidata prentender participar nas decisões do Tribunal Constitucional, pergunte como a Vitalino Canas.
 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub