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Melhor Política

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A falta justificada pela morte de um animal de companhia. Um acto de coragem.

Outubro 11, 2020

Sérgio Guerreiro

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Veio da deputada Cristina Rodrigues, antiga representante parlamentar do PAN a proposta de estender o regime de faltas justificadas à morte de um animal de companhia. Depressa as redes sociais se encheram de comentários sobre  a proposta da deputada agora não inscrita como é seu apanágio com exemplos tão absurdos como” tenho imensas galinhas, quando morrer uma também quero folga” ou “ tenho aqui umas baratas e formigas de estimação fofinhas...”
A perda de um animal de companhia é tão dolorosa como a morte de um familiar mais próximo ou de um amigo chegado, e só quem perdeu um animal saberá entender a “Ratio Legis “ ( razão de ser ) da proposta apresentada. Quem viveu essa perda certamente se revê totalmente na ideia. Quem não viveu  dificilmente a entenderá tão bem.
Não se trata de uma proposta descabida. É isso sim, uma proposta representativa do conhecimento da autora sobre a dor imensa que é provocada pela morte de um cão ou de gato. 
Na realidade a relação humana com os animais de estimação é cada vez mais acentuada e por isso legislada, estando provado que eles são capazes de tornar o ser humano mais feliz, e com muitas outras características próprias dos animais, eles podem ajudar em períodos difíceis da vida do ser humano.
Sejamos sérios na discussão nos temas. Li muito por aí sobre esta proposta mas creio que para além de justa ela é muito mais que isso. É corajosa.
Dizer-se que se está a radicalizar a situação, que se está a dar demasiada importância aos animais quando o País atravessa uma crise financeira e social nunca antes vista, é uma verdade subjectiva,  mas de qualquer forma creio ser útil habituar a sociedade a discutir também estes temas.
Ser sérios numa qualquer discussão, é entender sempre o outro lado, ou se quiserem, calçar as botas dos outros.
Entender que a morte de animal de estimação pode provocar um grande sofrimento ao ser humano tal como a morte de um familiar ou amigo chegado, é perceber que estamos no caminho da humanização das coisas. A relação forte que é vivida entre o humano e o seu animal é por vezes tão intensa e verdadeira que há quem os trate como “ filhos ou como netos”. Se bem ou mal, aí a discussão pode ser outra.

Se percebermos as ligações e os laços que se criam entre a racional e o irracional, certamente entenderemos muitas outras coisas que fazem falta. Falem com João Moura que ele explica isto melhor que eu!

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