Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Melhor Política

Melhor Política

15 dias para quem casa e 5 para quem vê morrer um filho.

Setembro 14, 2021

Sérgio Guerreiro

91A562F9-BCC1-47DF-8779-F637D33427D6.png

Tomamos como certo, a ordem natural das coisas como regra. Mas como sempre e como quase como tudo na vida, um dia, a tal ordem natural das coisas choca de frente com a regra que a vida nos habitou e eis que, surge sem avisar, uma realidade que faz a  vida perder todo o sentido. Perder um filho, não está “ incluído” no verdadeiro conceito de “ ordem natural das coisas. A normalidade é assistirmos aos filhos verem os seus pais partirem.

 

Com a perda de um filho, vive-se com  uma dor tão insuportável que se questiona tudo: a fé, a existência e até a necessidade de se continuar vivo, e num ápice, o caminho que se vai percorrendo já não é aquele; é outro que não se conhece mas já se sabe que será sempre muito escuro. A pergunta, que para qual nunca se obtém resposta, surge: porquê?

E partir desse momento, procura-se sobreviver, porque a bem da verdade, a vida de um pai e de uma mãe que vê morrer filho, deixa de ser vida. É apenas e somente, metade de vida.

 

Como filho de pais que perderam um filho, posso testemunhar com total propriedade como é viver e conviver dia após dia, com uma dor que não sendo minha, a tomo como tal. Talvez para aliviar o seu peso ou para o dividira três.

Talvez assim lhes custe menos, mas de nada me vale, porque daquilo que é feito o tempo que atenua a dor é o mesmo tempo que não a cura. Sei daquilo que escrevo, na esperança que nunca saibam aquilo que sinto. Como obrigação voluntária, e assumindo-a com total clareza, passei a ser o “timoneiro” deste pesado barco que vai navegando por águas tantas vezes turbulentas.  Se o consigo levar a bom porto ? Não sei. Nem quero saber.

Quero só sentir que ao levar todos os dias aos ombros este meu desígnio por mim escolhido, que o faço com um só propósito: ajudar que o tempo que atenua a dor mas nunca a faz esquecer, seja mais veloz e que passe rápido.

 

Por tudo isto, creio ser um dever  dar a máxima relevância a uma petição on line que corre da associação Acreditar, que propõe o alargamento da licença pela perda de um filho de cinco para vinte dias.

De acordo com a legislação em vigor, a falta pela morte de um filho é considerada de justificada por 5 dias. Não é por existirem mais 15 que a dor se minimiza, aliás, a dor, essa dor que é vivida dentro do seio familiar, nunca mas nunca passará. No entanto, não posso deixar de salientar para o facto do projecto apresentado pelo PAN  a par com a petição que corre pela internet, e que se prevê ter o apoio de todos os quadrantes políticos para que seja aprovado o alargamento para 20 dias de faltas justificadas no caso da morte de um filho.

 

Para além de ser da mais elementar justiça, tratar-se-á antes de mais de uma questão humana. À luz da lei neste momento, quem casar terá o direito a 15 dias de faltas de justificadas e quem que vê um filho morrer, só poderá ver justificadas 5 dias de ausência ao trabalho. Não se entende como não se pode aceitar, que a celebração de um casamento que tantas vezes acaba mal, mereça mais dias “ extra “ que uma dor que se carrega para a vida inteira.

Justiça: o homem que nunca mais deve ser juíz.

Setembro 11, 2021

Sérgio Guerreiro

4BBBDC54-7766-4B68-A522-2D30F637B2C3.jpeg

Tem sido largamente noticiado as imagens que mostram em directo a forma como um magistrado ferozmente se dirigiu a um grupo de polícias a cumprir a sua missão mesmo à porta do Conselho Superior de Magistratura. Ora, não seria este facto noticiado caso o protagonista deste triste e lamentável episódio não fosse um juíz, que embora suspenso de funções, terá perante a sociedade civil uma responsabilidade acrescida: de passar e fazer passar uma  mensagem de confiança na nossa já tão desacreditada justiça.

 

A qualidade dos órgãos de soberania dependerá sempre da qualidade dos seus agentes e o juíz Rui Fonseca e Castro, não tendo sido o único, não tem de modo algum colaborado para que todos possamos ter a máxima confiança naquele que talvez seja um dos sector mais turbulentos da nossa sociedade.

Deseja-se assim como se exige, que um juíz, tenha um elevado e maior grau de respeitabilidade e seriedade, pilares estes essenciais de ação na vida pública e privada. Notoriamente, a respeitabilidade e seriedade, que transmitem à sociedade confiança nas instituições, foram valores claramente violados em directo perante o olhar incrédulo de milhares  de cidadãos.

 

Felizmente, não podemos partir de um único mau exemplo social, para denegrir toda uma classe, mas de facto, e se olharmos com a devida atenção para os números, poderemos concluir que há uma percentagem significativa de cidadãos que não confiam, nem nos tribunais nem nos juizes. Numa sondagem Aximage para o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e  TSF, 62% dos inquiridos, são claros ao fazerem uma avaliação negativa do tribunais e dos juízes.

 

O que o juíz Rui Fonseca e Costa protagoniza é elevar estes números para um patamar nunca antes visto até ao seu descrédito total.  É e sempre será relevante, que as instituições e quem as representa, tenham um papel fundamental na construção de uma democracia plena e responsável, que mostre que é capaz de alcançar a sua nobre missão. Como independentes que são, e  titulares de órgãos de soberania, os juizes, para além de inúmeros direitos, têm como é típico de um Estado de Direito Democrático, os seus deveres.

Há muito, que paulatinamente se vem destruído a imagem da justiça, e se o arrastar do tempo, a incapacidade de lutar contra um dos cancros mais penosos para o desenvolvimento de uma sociedade, como é o caso da corrupção e a falta de meios humanos e técnicos, fazem da justiça, aos olhos do cidadão comum, o bobo da corte, não podendo um juíz ou outro qualquer agente judiciário alimentar ainda mais, o total descrédito que a justiça vai tendo. O perigo de tudo isto assenta na incapacidade e na difícil tarefa de reverter esta triste imagem que todos os dias vai dando razão a quem não acredita na justiça e no seu importante papel na construção de uma sociedade mais nobre e justa. Mais grave:  este descrédito, hoje já é em directo. 

 

Dito isto, não terá um juíz direito à sua opinião?

 

É óbvio que sim. Mas poderá  fazê-lo com humildade sem necessidade alguma  de que puxar dos seus galões, sem ofensa e sem mostrar em directo, a sua superioridade “ moral”.

 

É então por tudo isto essencial que, o Conselho Superior de Magistratura, afaste de vez este juíz ( suspenso), que vai todos aos dias dando provas a toda à sociedade que pela postura pública e modo de encarar as situações decorrentes desta crise pandémica, em nada tem contribuído para o bem estar social. Assistimos isso sim,  ao mais vil e gratuito insulto, sempre em “tom maior”  no que respeita à superioridade moral, por parte de quem um dia foi o que por agora já não é.

Importa não esquecer que acima do juíz suspenso Rui Fonseca e Costa, estão os mais nobres princípios orientadores de uma sociedade que se deseja cívicamente evoluída: o respeito pelo outro e a humildade, sendo que, a invocação da superioridade embebida pelo tom da provocação como quem está à espera de uma reação, é  a prova que nos faltava para perceber que Rui Fonseca e Castro não pode nem deve servir os cidadãos em nome da nossa justiça a qual merece muito mais e muito melhor. 

Eis que surge um deputado da nação que não é mais que um mero político apalhaçado.

Setembro 06, 2021

Sérgio Guerreiro

35A511AC-C571-466A-A482-6F37A3E865BA.jpeg

Definitivamente alguém tem que tirar das mãos do deputado José Magalhães qualquer dispositivo que possa enviar mensagens para uma qualquer rede social. Continua a ser recorrente por este deputado, a maledicência, o insulto e a calúnia como forma de se dirigir à massas, mas todas elas sempre dirigidas para o nada e para o vazio. Nunca quer atingir ninguém, nunca é sobre nada mas sempre pateticamente protegido com a capa da liberdade de expressão.

 

Sobre o caso que não é caso nenhum mas que muito se falou, do anúncio sobre uma escolha individual e pessoal do eurodeputado Paulo Rangel, José Magalhães “ ilustre e mui digníssimo” deputado na nação do Partido que não lhe liga nenhuma, recorreu à sua conta de Twitter para garantir que um comentário que fizera pouco antes na mesma rede social, sobre o que iria acontecer quando Paulo Rangel revelasse que “gosta de uma certa casa de Bruxelas onde se pratica bondage e S&M”, não se dirigia ao eurodeputado social-democrata e não era mais do que “uma extropolação virtual hipotética sem destinatário”.

 

É isto o que de melhor o deputado José Magalhães sabe fazer,  andar por aí nas redes sociais a oferecer por vezes “umas cacetadas terapêuticas” como aconteceu recentemente em uma publicação do candidato do PSD à câmara do Seixal, Bruno Vasconcelos onde o deputado emitiu também umas extrapolações virtuais hipotéticas  sem “destinatário”.

 

Com o seu estilo de fino recorte no uso do vocabulário, José Magalhães usa e abusa de uma linguagem ofensiva, que não é digna para nenhum deputado na nação, sendo por si mesma, reveladora da sua atitude e da sua da inigualável e patética forma de estar na política.

 

Este triste episódio que mais uma vez tem como protagonista o sempre José Magalhães, é aquilo que em bom português se pode apelidar de uma grande sacanice, aquilo a que José Magalhães a bem da verdade nos vai habituando. Ele pode dizer tudo de todos, da forma como quiser e bem lhe apetece, e passa tudo pelos pingos da chuva como se nada tivesse sido escrito, e o respeito pelos outros vai pelo cano neste ritual de lamaçal que José Magalhães vai criando, conspurcando a política e o mais nobre princípio democrático: o respeito. 

 

Mas tudo isto são valores que José Magalhães não sabe o que é, fazendo dele aquilo que na verdade representa: um simples e mero deputado apalhaçado com a mania que é um intelectual. 

Sobre Rangel: um dia isto não será notícia.

Setembro 04, 2021

Sérgio Guerreiro

32DEBE4D-196B-467A-91F6-B1F94DCE61FA.png

Numa entrevista bastante íntima ao canal de televisão SIC, o eurodeputado do PSD que pretende ser o próximo líder do seu partido, assumiu publicamente a sua orientação sexual. A ninguém, esta notícia deveria interessar. Não deveria ter qualquer relevância política ou pública.

Um dia, e este será um desígnio de todos na construção de uma sociedade mais tolerante e capaz de aceitar o seu semelhante tal como é, não será preciso tornar público o que é do foro privado.

 

Mas como na política muitas das suas figuras mais activas são perigosas, hoje Paulo Rangel, assumiu o que alguém possivelmente tinha guardado para fazer explodir. Talvez uma qualquer “ bomba” nas próximas eleições internas do PSD, talvez um vídeo, umas fotos, talvez qualquer coisa com um mero objetivo: fazer cair alguém com mérito.

 

Hoje abriu-se um armário, onde muitos preferem ficar escondidos, mas Rangel, ao seu jeito e no tempo certo, escancarou as portas do poder daqueles que preferem usar como arma de arremesso político uma qualquer escolha da vida privada; e um dia, espero, que isto não venha a ser a notícia nem faça capas de jornais.

 

Mesmo em plena pré-campanha autárquica, Paulo Rangel, que explicando porque razões não assumiu publicamente a sua orientação sexual há quatro anos, fez nascer uma notícia que nunca o devia de o ser. Não tinha que o fazer, mas dentro de um partido em tudo vale, os jogos mais sujos do poder vão acontecendo, e o partido que vai definhando eleição após eleição, Rangel acabou com uma estratégia já preparada por muitos para ser queimado em lume brando.

 

 

Uma pilinha que pode valer 128 mil euros.

Agosto 25, 2021

Sérgio Guerreiro

7D891ED0-8A37-4AAA-AF7B-93C990F7F0D8.jpeg

O álbum “ Nevermind” dos Nirvana anda novamente na boca do mundo. A capa do disco do melhor dos Nirvana de 1991, tem a fotografia de um bebé de nome Spencer Elden agora com cerca de 30 anos. Agora, o bebé da pilinha à mostra que  já é um homem, propôs uma ação  contra os elementos ainda vivos da banda de Rock, Nirvana, fundamentando que, não pode à altura dar o seu consentimento para ser capa do álbum. E vai mais longe: considera que o caso consta num crime de exploração sexual. A lei norte-americana não considera pornografia infantil nas imagens com bebés nus, desde que estas não contenham poses sexualizadas. Ora, o ilustre e mui sapiente advogado da “ vítima" considera que, após a produção e tratamento da fotografia, foi colocada uma nota de um dólar dando assim a imagem que o bebé “ parece um trabalhador sexual”.

 

Trinta anos após, parece, segundo Elden, que a utilização da imagem do álbum “ Nevermind” lhe causou “danos para a vida “ provocando uma “ angústia mental” que interferiu” com o seu  normal desenvolvimento e progresso educativo” e assim como, ficou impedido de ter “ tratamento psicológico e médico”.

Em 2015, numa entrevista dada ao The Guardian , Elden,  considera que a experiência de ser capa do álbum que vendeu cerca de 30 milhões de cópias, lhe abriu imensas portas. Aliás, em várias ocasiões Elden, em regra para celebrar o seu aniversário, recriaria a capa de 1991.

 

Mas o que fez com que esta “ vítima” mudasse repentinamente de ideias, deste a sua entrevista em 2015 ao The Guardian?

O oportunismo disto tudo, o dinheiro que faz falta e um mundo perdido em imbecilidade , faz de toda esta história aquilo que ela é: patética.

Cartas de amor: o que o carteiro nunca traz.

Agosto 23, 2021

Sérgio Guerreiro

342804A3-36E8-47AF-AF50-8D4845A09164.jpeg

Escreveu um dia Álvaro de Campos (Heterónimo de Fernando Pessoa ), um poema com o título : “Todas as Cartas de Amor são Ridículas”.

 

Hoje, o amor é enviado por sms,s seguido de emojis que arrancam um breve sorriso ao destinatário e dão mais ou menos alguma cor ao texto também ele mais ou menos elaborado.

 

As cartas de amor deixaram de ser o que devem sempre ser e a sua preciosidade e  importância, é uma prova mais que  inequívoca daquilo que somos.

Perder tempo a enviar uma carta de amor em substituição de usar as mais variadas e usuais formas, seja  em redes sociais ou por SMS, dá-nos a possibilidade de ganhar todo o tempo do mundo. Quando escrevemos uma carta de amor, espalhamos nelas todas as palavras que são um espelho fiel daquilo que sentimos. Nada disto cabe numa longa e extensa SMS que se torna fria e distante. 

 

Hoje, estou em crer, que nem a letra do nosso parceiro/a conhecemos.
O "amor " agora é enviado numa lo mensagem, seja de texto ou de voz. Agora pensem: e se o teu amor um dia destes for à caixa do correio e no lugar de uma carta das finanças ou uma qualquer coima de trânsito,  o carteiro deixar por lá a tua carta de amor ?  O bater do coração seria tão incrivelmente diferente... Sim, porque uma carta de amor é incrivelmente diferente.

Quando estamos ridiculamente apaixonados escrevemos coisas incrivelmente ridículas e assim devem ser sempre todas as cartas de amor. É importante não perder, ou voltar a descobrir as cartas de amor que nos escreveram e perceber o quão especial todo aquilo faz verdadeiramente parte da nossa história individual.

Por vários factores, as cartas de amor que um dia escrevemos e recebemos, são e devem ser consideradas o nosso património individual imaterial.


As cartas de amor são algo que nos poder mostrar o que já fomos e o que possivelmente gostaríamos de voltar a ser. Portadores de um amor tão puro e verdadeiro como outrora onde um dia fomos melhores do que aquilo  hoje somos. Por isso, talvez seja preciso e reler a nossa alma com olhos postos no passado para voltarmos a ser quem realmente queremos ser. Para isso, nada melhor que voltar a ler todas as cartas de amor porque elas mostraram a nossa verdadeira e intemporal essência: viver na enterna ridicularidade do amor em palavras, que, não forem elas ridículas, não seriam cartas de amor.

Tudo isto fez parte de uma história pessoal tenha ela o fim que tiver, mas que não deve nunca sair das nossas vidas. E nada mais triste do que rasgar a nossa história, o nosso passado e tudo aquilo que fez parte integrante do nosso crescimento individual e da nossa vivência enquanto seres mais verdadeiros e puros, onde por vezes, recuando no tempo, nos podemos de novo encontrar.

 

Que voltem depressa  as cartas de amor ridículas e que se não perca a sua importância na vida de todos daqueles que amam, tal como Ofélia amava Pessoa.

Cuba: onde o comunismo deixa o povo à fome.

Agosto 08, 2021

Sérgio Guerreiro

6D4B1872-D76D-4C8F-8AA5-9DEEA7A7FE39.jpeg

Não é preciso perceber muito de política, para que cada um de nós se interrogue como pode um partido português como o Bloco de Esquerda, do qual depende em grande o nosso governo, fazer uma manifestação de apoio à ditadura comunista Cubana. Do ponto de vista político será no entanto interessante verificar que o sistema Cubano, proíbe a existência de um outro qualquer partido que não seja comunista tal como censura a livre imprensa. Todos estes factos reais são totalmente contrários a tudo o que o Bloco de Esquerda protagoniza. Curiosamente, é importante referir o silêncio da esquerda ao saber que  Fidel Castro  e à semelhança de Estaline, líder dos comunistas soviéticos, sempre sentiu grande repulsa pela homossexualidade, isto para dizer que, no actual sistema político Cubano tanta vez apoiado por um  partido político português do qual o governo depende, há e sempre existirá, aquilo que o Bloco de Esquerda sempre quis abolir: a discriminação. Cuba nunca aceitou que nenhum dos seus possa ser homossexual. Reinaldo Arenas, que foi eternizado no filme “Antes que Anoiteça” protagonizado por Javier Bardem, foi um desses homossexuais perseguidos, presos, torturados e obrigados a passar fome só porque não tinham os mesmos gostos sexuais como o macho latino Fidel Castro. Fugiu do país nos anos 70, tal como aconteceu com muitos gays igualmente expulsos pelos comunistas.

 

Os relatos dos Cubanos que sobrevivem apenas com o equivalente a 100 dólares por mês, onde há falta do mais básico e do mais essencial para que se possa ter uma vida condigna, onde há médicos que trabalham carregar as malas dos turistas, não impressiona a nossa esquerda.

A tudo isto, a esquerda ao longo dos anos vai fechando os olhos dando a ideia que nada é como se diz quando todos sabem e conhecem a verdade. Todos eles sabem a miséria de vida do povo Cubano, mas todos fingem não querer saber.

 

Não é conhecido, nenhum regime comunista que se possa ter levado a sua população à prosperidade. Uma economia totalmente controlada e estatizada dará sempre um resultado: a fome e a mísera, e enquanto isso, o povo Cubano vai gritando de barriga vazia e de bolsos vazios.

 

Todos estes gritos de revolta  interessam a alguém? Não. Mas era bom que alguma elite esquerdista saiba ouvir o que pode significar os gritos e a revolta do povo quando o regime que apregoam os deixa à fome.

Morreu um herói ou um vilão?

Julho 25, 2021

Sérgio Guerreiro

184799A3-0B07-44AB-B95B-B3CFFFA9DE0A.jpeg

Um dos rostos mais conhecidos do nascimento da liberdade em Portugal, morreu hoje aos 84 anos. A história de Otelo Saraiva de Carvalho, confunde-o entre o heroísmo e terrorismo. Líder  operacional da Comissão Coordenadora e Executiva do Movimento dos Capitães, elaborou o plano de operações militares do 25 de Abril de 1974.

 

Na sequência dos acontecimentos de 25 de novembro de 1975, Otelo foi afastado de todos os cargos, nomeadamente o papel do comando efetivo do COPCON, acusado de ter determinado uma série de ordens de prisão arbitrárias, e de maus tratos a centenas de cidadãos moderados, envolvidos no processo político. Manteve-se, porém, como membro do Conselho da Revolução, lugar que ocupava desde março de 1975, e onde permaneceu até dezembro do mesmo ano.

Conotado com a ala mais radical do MFA, foi preso na sequência dos acontecimentos do 25 de novembro de 1975, sendo libertado três meses depois. Candidatou-se então às eleições presidenciais de 1976, onde obteve mais de 16% dos votos.

Em 1980 criou o partido FUP - Força de Unidade Popular, e voltou a candidatar-se a Belém, mas desta vez a sua votação foi irrisória, ficando abaixo de 1,5%, para um total de cerca de 85 mil votos. A 25 de novembro de 1983 recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, perante um coro geral de contestação das alas mais moderadas da sociedade portuguesa, por já estar acusado de ter liderado a organização terrorista FP-25, responsável pelo assassinato de 17 pessoas a tiro e à bomba.

 

Nos anos 80, participou da luta armada em prol da revolução proletária como membro da organização terrorista Forças Populares 25 de Abril, tendo sido condenado a 15 anos de prisão por associação terrorista em 1986. Em 1991, Otelo recebeu indulto por seus crimes, que foram amnistiados em 2004. Para muitos, Otelo fui o rosto da liberdade  que se consegui. Figura controversa da história de Portugal, Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho, será recordado para muitos como um herói e para outros um vilão.  Se todos lhe devemos o melhor da nossa história, também a ele se deve o caos em que o país mergulhou após 25 de Abril de 1974. A história deste homem que Portugal nunca conseguiu definir, terminou hoje.

Paulo Rangel: o vídeo viral e a devassa da vida privada.

Julho 20, 2021

Sérgio Guerreiro

B7B4B335-CEED-471F-B0A1-1AF447BDF0E8.jpeg

Nenhum de nós ficou indiferente ao assistir por todas as redes sociais um vídeo onde Paulo Rangel foi protagonista num estado pelo qual todos nós um dia já passamos.

 

Antes de Rangel ser político, é humano.

 

Porém, gravar e guardar por anos um vídeo para que só agora o mesmo seja publicada e difundido, não é só um acto condenável no ponto de vista jurídico como também é revelador de uma baixeza sem medida. O grave desde episódio, é a forma como sem qualquer escrúpulo, decência e respetivo por outro, se grava este acontecimento que posto em circulação com o simples objectivo de denegrir a imagem de um homem que por acaso é um brilhante eurodeputado.

 

Escuso tecer quaisquer considerandos sobre o crime que alguém aqui praticou, mas não podemos, enquanto elementos de numa sociedade que se deseja  ser justa e tolerante, deixar passar em branco a forma e o timing da publicação deste episódio.

 

Sobre tudo isto só me resta acrescentar que, quem gravou este episódio, que o fez, de forma totalmente propositada, não é  digno de cometer na vida qualquer excesso porque acabou de mostrar ao mundo que afinal não é humano como todos nós e nunca terá a oportunidade de viver glórias, terrores ou aventuras.

O Recolher obrigatório de um Estado de Direito a fingir.

Julho 01, 2021

Sérgio Guerreiro

7EF030A2-F449-418E-B0CB-ABCBF69E3B26.png

Decretado que foi o recolher obrigatório nos concelhos considerados de risco elevado através de uma resolução do conselho de ministros, fica proibido circular na via pública a partir das 23 horas até às 5.00. A medida entra em vigor já esta sexta feira que se prolongará todos dias da semana.

 

A proibição de circulação, entra na esfera constitucional da restrição de direitos, liberdades e garantias em que a mesma só pode ser eliminada vivendo em estado de emergência. Para que assim seja, haverá a necessidade de o país ver declarado outro estado que não o actual.

 

De qualquer forma nenhum órgão soberania pode isoladamente decidir restringir direitos aos cidadãos consagrados na Constituição da República Portuguesa. O respaldo para que tudo isto aconteça, é encontrado na Lei de bases da Proteção Civil, mas adotar medidas em estado de calamidade confundi-as com estado de emergência, são contrárias à própria constituição.

 

Fica claro pela leitura atenta do artigo 19.da Constituição da República Portuguesa, que a limitação, embora parcial, da restrição de liberdade de locomoção, só pode encontrar restrições caso seja declarado o Estado de Emergência.

A própria proporcionalidade da medida levanta algumas questões: o vírus só atua entre as 23H e as 5.00H?

 

Tudo isto são regras inconstitucionais, em que teimosamente o governo insiste em aplicar com o “amém “ do próprio Presidente da República que embora seja um reputado constitucionalista não encontra nestas novas restrições qualquer ilegalidade.

A suspensão de direitos, liberdades e garantias, não pode em qualquer Estado de Direito Democrático ser imposto por um órgão de soberania, “por dá cá aquela palha “. Isto é tão grave como perigoso da mesma forma que se desrespeita claramente  todas as normas da mais basilar Lei de um Estado de Direito. A sua Constituição.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub