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Melhor Política

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Quando informar se torna em “espectáculo”.

Fevereiro 11, 2022

Sérgio Guerreiro

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O recente caso de um jovem de 18 anos que foi detido por suspeita de estar a preparar um atentado terrorista contra estudantes na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, está em envolto no voyeurismo social alarmante que deve levar alguns órgãos de comunicação social a rever o conceito de informar.
Entendo que prestar um serviço público nesta área, não pode entrar em pormenores inúteis como deslocar meios para a aldeia de onde o jovem é natural ou expor a sua família nas televisões. Isto não é informar, isto é uma psicopatologia jornalística onde se perde a noção daquilo que significa o papel da informação numa altura em que pouco ou nada se sabe.
Não pode valer tudo em nome das audiências.
A pergunta que se deve colocar é saber a pertinência da informação que se está a dar. Qual é a relevância jornalística de tudo isto ? Zero. Nada. Não acrescenta rigorosamente coisa nenhuma expor a uma aldeia inteira ao país por estas razões como aproveitar a dor de uma família humilde possivelmente incapaz de lidar com tudo isto. Haja respeito. Haja limite e algum decoro o que parece não existir, e todo este caso é prova disso mesmo.
O debate tem que ser feito e a sociedade deve exigir que a comunicação social  não continue sistematicamente nesta pratica de “voyerismo social” que se vai alimentando à custa da desgraça dos outros.
 
Se por um lado o acto do jovem pode ser condenável devendo perceber-se as razões e os motivos , certamente a justiça estará presente para cumprir o seu papel.
No entanto, este  triste espectáculo informativo a temos assistido não é menos condenável, e o papel de a “ castigar” caberá a todos. Quando a ausência de valores se mostra em directo, estaremos perante uma degradação do papel social de alguns órgãos de informação que têm uma enorme responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa e tolerante. 

Mamadou Ba: o orgulhosamente racista

Fevereiro 03, 2022

Sérgio Guerreiro

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Poderíamos começar por perceber porque razão Mamadou Ba não respeita ninguém.

Na minha modesta opinião a causa reside num perigoso facto : essencialmente o autoproclamado activista é de facto racista.

A táctica usada é o normal.

Incendia as redes sociais com frases mais ou menos polémicas, ( mais sempre que menos) não respeita a democracia e não combate verdadeiramente o racismo.

Um líder activista que em tese tem o propósito de combate a este flagelo social, não só não o faz, como  não ajuda em nada quem verdadeiramente o que quer fazer.

Estou convicto nesta minha afirmação. Sim, Mamadou Ba é um puro racista e não perde uma oportunidade para o demostrar. Polémicas do ativista são inúmeras e de momento é só mais uma.

Após os resultados eleitorais, o autoproclamado ativista escreveu nas suas redes sociais:” Vamos ter 11 suínos na AR, entre eles, um terrorista assassino de extrema-direita. A luta não será na AR, mas na rua! Preparem-se!”.

Fácil será de concluir que a frase tem como referência os recentes deputados eleitos pelo partido Chega.

Mamadou Ba quer e deseja protagonismo, e na verdade consegue alcançá-lo da pior forma possível. É capa de jornais e ainda bem que o é, porque todos ficamos a saber como Mamadou Ba combate quer combater o racismo. Sobre estas graves declarações, da esquerda mais radical não se ouviu nem um piu.

 

Cada um de nós, seres pensantes e dotados de raciocínio, faz as suas escolhas e concordamos ou não com os outros ( politicamente falando) combatemos à nossa maneira aquilo em que acreditamos. Mas os seres racionais fazem esse combate com elevação, com argumentos e com factos.

Na verdade, o bem e o mal ou o correto e o incorreto são de alguma forma o espelho daquilo que pensamos e de como agimos.

Uma sociedade politizada e consciente, só pode evoluir quando a nossa comunicação enquanto emissores de mensagens para o exterior, discordando das suas ideias, as combate com argumentos válidos procurando encontrar no seu discurso alguma incoerência entre o que se diz e o que se pratica, tentado encontrar nos seus ideais, políticas intolerantes que chocam de alguma forma com os princípios humanos.

Dentro deste quadro, a democracia deve ser respeitada porque é dela que nasce a escolha individual, gostemos ou não dessa mesma escolha.

 

A consequência do discurso de Mamadou Ba, é reveladora de uma posição antidemocrática, coerente de alguma forma como a sua ideologia, mas no entanto é um discurso que deixa a porta aberta para a intolerância que ele mesmo procura.

A liberdade de expressão não se pode confundir com a falta de entendimento do que é a democracia e dos seus mais basilares princípios e este radicalismo alimentado por Mamadou Ba, causará uma dinâmica perigosa que prejudicará a ainda mais a sociedade Portuguesa do qual todos seremos vítimas.

 

foto: Diário de Notícias

Quererá aquele que critica os cargos políticos do sistema querer um cargo político … do sistema?

Fevereiro 01, 2022

Sérgio Guerreiro

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O primeiro ato da nova Assembleia da República, é a eleição do (a) Presidente da Assembleia que nas regras Constitucionais é a segunda figura do estado português. Será igualmente eleito os quatros vice-presidentes para que assim seja constituída a mesa da Assembleia para subsistir o(a) presidente na sua ausência.

As regras instituídas, ditam que o (a) Presidente da Assembleia da República é eleito por maioria absoluta dos Deputados em efetividade de funções na primeira reunião plenária da legislatura, tendo o seu mandato a mesma duração (quatro anos) sob proposta do partido mais votado enquanto os quatro vice-presidentes provêm das quatro maiores forças políticas.

 

Ora, o Chega como terceira força política eleita terá  direito a indicar um nome para integrar a mesa da Assembleia da República, com a anuência ( leia-se) votação da maioria de deputados eleitos. Significado isto, que o Chega para materializar e ver um vice-presidente da sua bancada compor um órgão do sistema, precisará de 116 deputados a votarem favoravelmente o seu candidato.

O“ não passarão “ poderá passar também pela não eleição de um vice-presidente do partido de André Ventura( que será que mais certo).

 

A primeira prova de fogo para vermos como lidar com um partido de extrema-direita começa já nesta eleição para o cargo de vice-presidente e da mesa da Assembleia da República e aguardaremos serenamente pela encenação e o teatro de vitimização do Chega caso não consiga  para eleger o seu candidato no órgão mais importante do sistema.

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