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Melhor Política

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O ranking das escolas não passa de uma treta

Maio 21, 2021

Sérgio Guerreiro

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Ponto prévio: de política de educação pouco percebo mas há coisas que não entendo. Alguém que me ajude.

 

Todos os anos ficamos a saber qual é a melhor escola quando muitas delas não podem competir com as melhores. Cada estabelecimento de ensino é composto por uma realidade social diferente. É claro que as melhores escolas serão sempre aquelas  que apresentam resultados de excelência pelo trabalho conseguido pelos seus alunos e pelo seu corpo docente. Tabelar uma escola que escolhe os seus alunos, mormente as privadas inseridas num contexto social favorável, é meio caminho andado para que os resultados sejam diferentes de outros estabelecimentos de ensino que se depararam com alunos vindos de famílias em contexto de desemprego. Ora, quando comparamos através de um ranking o incomparável estando a por tudo no mesmo saco, não é na minha opinião, uma discussão séria sobre o tema.

 

O que estamos a avaliar sem filtrar vários factores que contribuem para essa mesma avaliação, é dizer que tudo isto não passa de uma treta. Não deixará de ser uma informação útil, mas mais seria se fosse séria.

Como se poderá medir o sucesso de um aluno ?

Desde logo toda a sua estrutura social, familiar e económica e esta variável faz parte integrante do sucesso da escola.

 

E a pergunta é sempre a mesma ; um aluno vindo de uma família que aufere um rendimento baixo que terá obrigatoriamente que fazer escolhas de acordo com as suas possibilidades financeiras não é comparável com um aluno vindo de uma família que aufere um rendimento mais elevado que poderá oferecer aos seus filhos outro tipo de educação que ajudam como é óbvio, à obtenção de melhores resultados.

 

Seria bom, perceber por exemplo, qual é o estatuto dos pais dos alunos que frequentam as escolas que estão nos primeiros lugares do ranking para assim conseguir perceber a perversidade deste ranking que não passa de um mero instrumento de marketing escolar. Todo o resto que se possa discutir, é como entendo, mera treta sem qualquer interesse.

Luís Filipe Vieira: o devedor do BES ou o lesado do BES?

Maio 18, 2021

Sérgio Guerreiro

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Se há algo que importa reter nas inúmeras comissões parlamentar de inquérito sobre o BES a que temos assistido, é o papel da importância ao nível do conhecimento que é dado à sociedade portuguesa para que esta perceba de vez em que tipo de país vivemos. Sem a transmissão directa de todas as CPI e que está alcance de todos a qualquer momento no site da ARTV,  o mais  certo seria não ter o conhecimento devido e tão aprofundado sobre a promiscuidade entre os vários sectores da sociedade portuguesa ao longo desta década.

 

Da política à banca, passando pelo futebol, ninguém escapa ao escrutínio público, e entendemos agora perfeitamente, a razão de muitos se oporem a que todos os Portugueses possam ouvir os dislates que por lá são ditos. É  bom relembrar que quando Joe Berardo se descolou ao parlamento o seu legal representante fez tudo por tudo, sob a égide da proteção da imagem do seu cliente, para que não fosse transmita a audição em directo. Não conseguiu.

 

 

Poderão muitos perguntar com toda a legitimidade: “ mas aquilo das CPI dará algum resultado? Direi: já deu.

Ficamos todos a saber quem deve, como deve e como não quer pagar, sobrando inevitavelmente a conta para todos nós.

 

Ficamos também a saber que o BES, era sem dúvida o melhor banco português a dar crédito. Sem constituir garantias ou sem deligenciar o seu reforço, concedia empréstimos a empresas sem capacidade financeira alguma para honrar as suas obrigações.

 

O banco não era esquisito e talvez lhe chegasse a palavra de honra de alguns empresários.

 

Nós, os comuns portugueses que somos tratados como simples pagadores disto tudo, vemos todos estes acontecimentos de uma única forma à luz do que vamos ouvindo.Se eu devo 100 euros ao banco, tenho um problema, mas se eu dever 100.000 euros o problema já e do banco”.

Caso para dizer, que quando eu for mais crescido quero mudar de profissão e gostaria, talvez como muitos portugueses, de também ser um grande devedor. Pelos vistos, há mais vantagem e ainda posso ser presidente de um clube de futebol mesmo sem perceber nada do assunto.

 

A questão essencial é só esta : o valor que já pagamos de todas estas aldrabices e restruturações, o montante já vai em 9 mil milhões que foi directamente canalizado para os cofres do Novo Banco.

Parte deste montante, foi para cobrir imparidades na ordem dos 400 milhões de euros considerados perdidos por créditos concedidos ao grupo Promovalor de Luís Filipe Vieira em que este teria ficado espantado por ser considerado o segundo maior devedor do BES/ Novo Banco. Mas a sensação que ficou enquanto o ouvia, era que afinal o presidente do Benfica não estaria a prestar declarações para que se saiba porque razão não paga o que deve, mas sim na qualidade de lesado do BES. 

 

As restruturações de dívida, embora possam ser consideradas  pontualmente “ normais" na relação comercial entre a banca e um grupo empresarial,  não deixa de ser estranho quando estas mesmas restruturações passam a ser, não meras e pontuais restruturações, mas sim, consecutivas restruturações sem que se pague um euro ao longo de uma década.

Isto não acontece no mundo real das empresas sérias,  acontece isto sim, num outro mundo parcelo.

Acontece no mundo dos negócios daqueles que antes de pedir créditos já terão todo o esquema montado para não o pagar.

 

Que fique claro dois pontos essenciais nisto tudo:

 

1-Luís Filipe Vieira e outros não vão pagar um euro das suas dívidas;

2-Somos nós a sustentar a vida de Luís Filipe Vieira e de outros como ele.

 

 

Para os benfiquistas, também ficou claro que Luís Filipe Vieira ocupa o lugar da presidência do Benfica, não porque o queira, mas sim porque os bancos o pediam.

 

O segundo maior devedor do BES pode querer passar-se pelo segundo maior lesado do BES, mas nunca conseguirá, graças a esta comissão  parlamentar de inquérito ao BES que todos nós podemos assistir, voltar a ser o empresário respeitável como muitos pensariam que o fosse e que sempre o próprio quis transparecer.

A importância de sabermos estas coisas, é de elevada importância e dá-nos a perspectiva correcta de como anda muita gente a viver à nossa conta. Um deles, é o Presidente do Benfica que afinal nem o queira ser.

Mas com tudo isto, quantos portugueses andam a pagar com o esforço do seu trabalho as dívidas do segundo maior devedor do BES? Todos.

 

 

 

Há fome na minha freguesia.

Maio 13, 2021

Sérgio Guerreiro

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Vou chamar-lhe Maria. Simplesmente Maria. De olhar pesado e triste, transparecia uma vida cansada e gasta pelo tempo apesar dos seus ainda 40 anos de idade.

Os cabelos eram longos e escuros  tal como uma noite de novembro, apesar de mostrarem alguns rasgos de sol como se a esperança fosse por agora o seu único alimento.

De mãos trémulas e frias, a Maria tocou à campainha do meu escritório numa recente tarde mais ou menos calma e chuvosa  de uma segunda feira. Abri a porta e convidei-a a entrar.

Sentou-se e de imediato mas a medo, ia pendido desculpa por estar ali. Como se não devesse estar ou não tivesse o direito de ali estar.

 

O medo das palavras invadia-lhe o rosto que de vez em vez deixava cair uma lágrima ao chão pela vergonha daquilo que não conseguia dizer.

Pedi-lhe calma enquanto lhe dava um copo de água que ela ia bebendo tremulamente.

 

Devagar consegui que as palavras se soltam-se, mas rapidamente  quis dizer-me que não estava ali para me pedir dinheiro; tinha a consciência plena  que não me iria puder pagar.

 

O medo foi vagueado por entre o ambiente pesado que pairava no ar, mas lentamente como deve ser, foi-lhe mostrando confiança para que finalmente a Maria invoca-se a razão da sua presença no meu escritório naquela tarde chuvosa de segunda feira.

 

Estaria ali, porque não podia socorrer-se mais ninguém naquele momento.

 

A Maria, de olhos pesados e tristes não comia há dois dias e tudo o que tinha em casa se limitaria a um pacote de manteiga... mas sem pão.

 

O que fiz de seguida não tem interesse relatar.

Fiquei a saber o que ninguém gostará de saber mas é preciso que se saiba.

Fiquei a saber que há fome na minha freguesia como haverá em tantas outras, que há fome no meu concelho como haverá em tantos outros, que a fome no meu país como há em tantos outros.

 

A vergonha de pedir leva ao limite e a Maria naquela tarde chegou a esse limite porque a dor da fome também mata . A Maria não aguentaria muito mais sem qualquer apoio.

 

Não pode haver números reais para esta tragédia. Nunca saberemos quantos são aqueles que sofrem se pobreza envergonhada.

Grande parte dela em pequenos meios como este , não pode ser contabilizada porque não é conhecida.

 

Não sei e desconheço, como certamente a grande maioria de vós desconhecerá, se há por aí mais Maria de olhos tristes e cansados , mas com toda a certeza se olharmos à nossa volta, com os olhos da alma de cada um , é possível que encontremos muitas Marias com vergonha de dizerem que passam fome.

Este flagelo social deve ocupar sistematicamente a mente de cada um de nós e daqueles que nos “ governam” e as políticas sociais devem sempre sobrepor-se às políticas das obras.

 

Na minha freguesia, a Maria teve fome por dois dias.

Esquecer-se de um filho: podia acontecer o mesmo contigo ou achas que não?

Maio 11, 2021

Sérgio Guerreiro

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Há horas negras na vida de todos nós e foi isso que certamente aconteceu a uma mãe que se “esqueceu “ do seu filho onde o desfecho desta história não foi o mais feliz.

Depressa a internet reagiu quando a notícia veio a público, e mais depressa ainda, se leu os mais tristes comentários. Este amargo acontecimento não deixou ninguém indiferente, mas uma grande parte da população que apressadamente recorreu às redes sociais para comentar esta triste notícia, não se deu ao trabalho, como quase sempre acontece, em pôr-se no lugar do outro como se isto não acontecesse a mais ninguém, como nunca pudesse acontecer a quem hoje condena publicamente esta mãe.  Não se pára para se questionar.

Muitas das vezes, andamos todos em piloto automático sem qualquer hipótese de racionar nas devidas condições. 

Seja porque motivo for, não sabemos o que aquela mãe poderia estar a passar naquele momento, não sabemos de que forma vivia por dentro, em suma: não sabemos mesmo nada.

 

Poucos se questionam e “se isto acontecesse comigo” ? Ninguém coloca o “ se” como se o “se” não pudesse existir. Ninguém pára um único momento para pensar antes de escrever ou de condenar publicamente o que quer que seja.

 

O ser humano é levado, por várias circunstâncias, até ao limite e há uma linha muito ténue que separa aquilo que acontece aos outros, daquilo que pode acontecer a cada um nós.

 

Li, o que nunca pensei um dia ler, como se aquela mãe fizesse de propósito para se “esquecer” do seu filho. Aquela mãe, agora precisa de tudo menos de um qualquer julgamento público, não precisa de acusações sem qualquer fundamento e muitos menos da critica de outras mães, que um dia talvez também possam elas mesmas esquecerem-se do seu filho porque foram a casa do amante.

 

Aquela mãe, que no seu interior mais profundo já se culpabiliza o suficiente, não necessita agora de ser empurrada para uma espiral de uma morte lenta. Perder como perdeu um filho, já é dor maior. Há que sobreviver o melhor que pode e nós, enquanto humanos e fazendo parte integrante de uma sociedade como um tudo, é importante que saibamos que esta triste história bem real podia ter acontecido a um de nós.

 

Será pedir muito que se pare de uma vez por todas de julgar os outros?

João Galamba: um “ socrático “ que sofre de DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção).

Maio 09, 2021

Sérgio Guerreiro

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A comunicação, quando feita por  responsáveis políticos, deve ser contida na sua verbalização.

A linha que separa entre o espaço público e espaço privado não existe.

 

O recurso ao insulto e à maledicência, como tem sido hábito no linguajar de alguns responsáveis políticos, leva democracia a atingir níveis nunca antes vistos, que a destroem aos poucos levando até à lama.

 

Cabe aos cidadãos comuns, no exercício livre dos seus direitos, seja à mesa do café entre amigos, seja na sala de jantar ou em outro qualquer lugar, exprimirem-se como quiserem e sobre o que entenderem. É permitida, entre esse grupo de cidadãos anónimos , o uso de expressões mais ou menos comuns, dentro da esfera privada.

 

Mas poderá um governante, como João Galamba no uso das suas competências na qualidade de Secretário de Estado da Energia, vir para o espaço público, como se estivesse sentado à mesa com o “ padrinho”, José Sócrates, escrever o que escreveu sobre um programa da RTP que não é do seu agrado?

 

Se é de salutar no debate político o princípio do contraditório do qual a democracia é feita, já o uso de expressões abusivas, que só serão permitidas dentro de um círculo privado, mina essa mesma democracia.

Seja contra o que for e o que for, não pode um governante vir para o espaço público, usar expressões como “ esterco” quando se refere a um programa de televisão de uma estação do Estado. Não pode porque está intrínseca e moralmente proibido de o fazer.

 

João Galamba , como governante voltou a prestar, como o seu “padrinho”José Sócrates lhe ensinara, um péssimo serviço à democracia e estou certo que envergonhou todo o governo e toda a nação. Não há memória de alguém recentemente no governo, dirigir um ataque tão vil à comunicação social. Sinal claro que o poder, em particular João Galamba, não gosta de ser escrutinado

 

Era também assim que José Sócrates linguajava.

 

Mas não é a primeira vez que o Secretário de Estado da Energia, mostra a sua arrogância com uma necessidade exacerbada de atenção política.

 

A propósito de uma entrevista à SIC Notícias de Clemente Pedro Nunes, professor catedrático jubilado do Instituto Superior Técnico e especialista em energia do hidrogénio, João Galamba escreve  em Julho de 2020 também na sua conta Twitter o seguinte:

“É um aldrabão e um mentiroso do pior. Não há outra forma de descrever este cavalheiro. Chama-se Clemente Pedro Nunes e é um aldrabão encartado.”

 

Não podemos encontrar em todo o percurso político de João Galamba , boas razões para que este continue a ocupar o lugar de Secretário de Estado, porque cada vez que este governante não gosta de alguma coisa, utiliza como argumento o mais sujo jogo democrático.

 

Quando se está em funções públicas,  todo o espaço também é público e se António Costa, não vier de alguma forma pedir desculpa pelo excesso cometido por este elemento do seu governo, então é porque estará também ele a validar as afirmações de João Galamba.

 

Para um governante dar vistas, utilizar a linguagem que João Galamba, é sintomático de um distúrbio grave quando não se sabe jogar limpo as regras do jogo.

 

Por mais  que o Secretário de Estado da Energia se esforce, não deixará de ser um “ socrático” com um excessivo déficit de atenção política.

Portanto, isto é só mais uma birra de um menino  que quer brincar à política, só que no recreio,  ninguém brinca com ele.

Zmar: uma “ decisão “ que ainda não é decisão nenhuma.

Maio 07, 2021

Sérgio Guerreiro

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Como tem sido hábito nestas coisas da justiça, muitos são aqueles que batem palmas e gritam por vitória quando ainda o “ jogo “ vai a meio.

Recentemente assistimos à queda da justiça num lamaçal sem precedentes  por uma decisão de um juiz no conhecido processo “Marquês” que não resultou em nada de concreto.

 

Houve palmas de um lado e apupos do outro como se tudo ficasse por ali com aquela decisão. Nada mais de errado como agora sabemos. Foram os aplausos de uma alegada vitória desnecessárias e apupos de uma alegada derrota dispensáveis.

 

De novo a justiça está sobre os holofotes de um mediatismo desenfreado para ver quem dá a notícia mais rápido sem informar correctamente do que se trata.

 

Hoje,  o Supremo Tribunal Administrativo de Beja, decidiu aceitar uma providência cautelar no caso dos proprietários das casas de madeira no empreendimento Zmar.

 

A questão a saber e que deve ser explicada, é informar de forma conveniente, que aceitar uma providência cautelar não é decidir sobre a mesma.

O que se decide é somente, saber se essa mesma providência cautelar, à luz das suas características, é ou não passível de aceitação.

Neste caso, sendo aceite podemos concluir em pequena escala, que há fundamento da mesma. Mas não há decisão final.

 

Isto é, o juíz profere despacho liminar encontrando fundamentação na pretensão formulada. Podem alguns entender que reside aqui uma grande vitória mas no entanto ela não passa de um pequeno detalhe que pode e vai ser afastado pelo autor da decisão administrativa. Neste caso, pelo governo.

 

O efeito da suspensão automática do acto administrativo, ou seja o que fez suspender a requisição civil, é nada mais que um acto automático que resulta da decisão de aceitar a providência cautelar. Não quer isto dizer que a mesma seja definitiva.

 

Acontece, que após a notificação da decisão do Supremo Tribunal Administrativo, o autor da requisição civil irá ser chamado a apresentar os seus argumentos o que o fará pela via  da chamada resolução fundamentada.

Isto significa,  que o agora o governo irá tentar desmontar a tese inicial usando como fundamento o inicial da requisição civil apontando desta feita várias razões para que a mesma se mantenha. O interesse público ou princípio maior da saúde pública, podem ser bastantes. Veremos o que entende o STA (Supremo Tribunal Administrativo).

 

Como sempre e nas mais variadas questões jurídicas, fazem-se manchetes e anúncios que em boa verdade não correspondem à realidade, iludindo deliberadamente a opinião pública sem que lhe seja explicada porque razão as coisas são assim.

 

A questão “ Zmar” vai entrar num circuito jurídico, à semelhança de tantos outros, onde só no fim se saberá quem ganha e quem perde. Por agora não decisões e muitos menos vitórias. Há isso sim, uma razão de acordo com a fundamentação na pretensão formulada na providência cautelar.

O vírus do socialismo que está a dar cabo disto tudo.

Maio 04, 2021

Sérgio Guerreiro

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Depois da ilusão, a realidade bate sempre à porta. Não é conhecido nenhum caso de sucesso político e económico vindo do socialismo. Ao contrário, podemos dar muitos exemplos.

 

Em Portugal, a experiência de Soares, Guterres e Sócrates, levou o País a estender a mão aos outros e hoje, António Costa, que vai engordando as suas gentes e toda a máquina do estado que controla faz com que Portugal não cresça como devia.

 

As políticas são demagógicas, não criam riqueza bem permitem a qualquer jovem poder sonhar, e ainda há quem ache que podemos continuar a viver sob a égide de uma patética ideologia que nunca deu resultado nenhum.

 

Mais à esquerda, não se gosta de recordar o comunismo tipo soviético, que nos anos 60 e 70 do século passado parecia um sucesso, e que se revelou afinal uma tragédia para os povos subjugados, exposta com o colapso da União Soviética.

Tragédia económica, sem dúvida, mas também banhada num monte de sangue das vítimas da repressão comunista.

A Venezuela, um dos países mais prósperos da América Latina, é hoje o maior colapso económico e social já mais visto. Na Europa, o Reino Unido, liderado nos anos 70 pelo partido Trabalhista, deve a sua recuperação a Margaret Thatcher.

Mitterrand levou a França ao desastre.

 

Por aqui, em terras lusas, aplica-se a regra de quanto mais estado melhor estado. Um estado controlador de tudo e de todos, desrespeitando regras e abusando do poder pondo ou serviço os meninos fiéis na esfera do controlo.

 

Um estado que não evolui, que não deixa criar riqueza e que não entende que é através dela que se cria mais e melhores condições de vida para todos.

 

Este estado, que vive à conta de cada um de nós, vai comprando descaradamente os seus funcionários, para não perder o seu eleitorado. É ele que vai criando mais emprego tornando a máquina cada vez mais pesada para que a conta quando chegar, saber a que porta deve bater.

 

Não se fala em crescimento, não há um política de visão para futuro e vamos sistematicamente aplicando a velha receita de tributar em vez de criar.

Não se estuda nem se debate uma política de incentivos fiscais para a atração de investimento, não se fala em competitividade fiscal, nem se quer ouvir em falar em baixar impostos, quando na realidade, é precisamente aí que tudo mexe.

Não se quer perceber que em crises financeiras e sociais a recuperação económica deve-se em grande parte à diminuição de impostos sobre o trabalho para incentivar a procura interna, bem como promover políticas de redução da carga fiscal nas empresas para atração de investimento e criação de postos de trabalho. O valor perdido em impostos directos, podem gerar mais receita em impostos indiretos.

 

 

Não se fala na reforma da justiça, onde um empresário que tenha um litígio fiscal, pode ver o seu caso resolvido em 15/20 anos.

 

No fundo não se faz nada. Não se governa mas governam-se, não se cria riqueza mas enriquecem, não cria emprego, mas os pupilos socialistas são directores gerais aos 34 anos onde a maioria dos jovens com idade semelhante vivem de trabalho precário, e é uma sorte te-lo.

 

Vamos remendando buracos aqui e ali e não se resolve a fundo coisa nenhuma.

 

Esperem para ver, mas o PPR(Plano de Recuperação e Resiliência) não vai trazer nada de bom a ninguém, porque as manobras nos bastidores já estão a ser preparadas para a vaca que voa se fazer a vida.

E nós? Nós não valemos nada. Resta-nos pagar os disparates desta gente inqualificável, inoperante, desonesta e sórdida que vai dando cabo disto tudo. Outra vez.

 

 

 

 

 

 

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