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Melhor Política

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Fisco não garante a devolução do IRS em 11 dias

Sérgio Guerreiro, 31.03.20

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Arranca já amanhã , 1 de Abril, a entrega do IRS Modelo 3 para todas as categorias de rendimento. O prazo termina a 30 de Junho. Este ano e por razões de exceção o secretário de estado dos assuntos fiscais, António Mendonça, já afirmou que quer manter os prazos de reembolso em 11 dias (tempo médio) mas o governo opta agora pela cautela não se comprometendo com o reembolso esperado pelas famílias agora que pelas circunstâncias que se atravessa dava um jeitão do caraças. Mas sinceramente não conte muito com isso porque se está à espera de receber aquilo que já  pagou durante o ano de 2018 em datas como em anos anteriores aconselhamos a baixar as expectativas. Prevendo-se uma grande afluência já amanhã no portal das finanças, é normal que não consiga aceder, mas também não deixe para 30 de Junho às 23H50M. Desmoralizando os contribuintes portugueses, pelo sim pelo não, António Mendonça já avisou. Fica a dica.

 

Foto de José Fernandes, expresso

Sem receitas mas com dívidas. Empresários à beira de um ataque de nervos.

Sérgio Guerreiro, 31.03.20

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Manter hoje uma empresa é um exercício cada vez mais doloroso de praticar tendo em conta as medidas de apoio que hoje o Estado põem ao dispor. Entre manter e fechar, muitas empresas pensam duas vezes no que fazer. E na minha opinião, até pela experiência que vou adquirindo, infelizmente muitas preferem não arriscar e fecham portas. Não acedem ao “layoff” e não acedem às linhas de crédito, porque elas são só e meramente um empurrar com a barriga um problema que mais à frente não se sabe como resolver. As empresas não podem nem tem capacidade para assumir mais dívida porque ela tem que ser paga mesmo que seja mais lá para frente. Isto porque hoje, temos uma classe de empresários que ao contrário do que o Estado pensa, sabe bem fazer contas e tem  bons parceiros  de negócio em aconselhamento técnico e jurídico. Não há milagres. Assumir dívida que é certa sem perspectivas de receita que a possam cobrir, é a questão que hoje se coloca a todos os empresários. Estamos numa situação de emergência e com contornos nunca antes vistos, vivemos horas extraordinárias que não são acompanhadas de medidas adequadas e também elas deveriam ser extraordinárias. O custo desta linha de crédito é exorbitante e incomportável. Portugal é como todos sabemos, um país vulnerável, já passamos por crises financeiras que levaram a uma grande austeridade e mais uma vez podemos prever  mais uma. A  austeridade pós pandemia covid19. O facto de se suspender encargos, tais como rendas e financiamento, impostos e outras, é só isso mesmo, suspender. Mais lá à frente tudo isto tem que se pagar. Juntando a tudo isto uma dívida a contrair nos moldes em que está desenhada, leia-se linhas de crédito no âmbito da pandemia, então o risco é enorme e as empresas sabem-no. A receita para cobrir a despesa é o dado que falta e é incerta. Mas certa certa é a dívida. Solução? Irei discuti-la na próxima sexta feira dia 3 de Abril a partir das 22, com quem sabe da poda melhor que eu, em instragram live. (@sergiomcguerreiro) siga e ouça.

 

É sócio gerente ? Para este governo você não tem contas para pagar a terceiros.

Sérgio Guerreiro, 30.03.20

8649FF0B-9CAD-4BFE-90F4-89B9E8B67B9C.pngVocê afinal é rico e não sabe e para este governo é possível que você tenha um amigo que pague as contas da sua casa; a água, a luz, a comida, os seguros, a renda da casa e por aí fora. Isto porquê? Porque o regime de “layoff” simplificado, não contempla (mal) a sua situação de sócio gerente como funcionário da sua empresa que legalmente é aquilo que é. Imagine, e não é preciso imaginar muito porque há bastantes, micro empresas familiares em que os cônjuges são os sócios gerentes dessas pequenas empresas. Já imaginou ? Então para eles, não há “layoff” simplificado nenhum. Descontam para a segurança social tal como os outros, sendo que fiscalmente são considerandos como trabalhadores dependentes. Dependentes de quê ? Da empresa que têm, porque é dali que sai o seu rendimento para o sustento da sua família.  Descontam tal e qual como os outros funcionários exactamente com a mesma taxa para a segurança social (11%). Esta visão que o Estado tem dos seus empresários, é sintomático da falta de respeito por eles. Se por ventura e em alguns casos os gerentes podem auferir de um subsídio de desemprego, caso a sua empresa tenha cessado a sua actividade por motivos justificados, agora que algumas empresas  foram obrigadas administrativamente a encerrar a sua actividade os sócios gerentes se quiserem comer como os outros, que peçam... Já sei que vem aí uma tal esquerda dizer que os empresários não precisam nada disto, que fogem ao fisco e mais não sei o quê. Mas é bom que se conheça uma coisa,  pequeníssima  é certo, mas que se chama de realidade e é sobre ela que escrevo aqui,  dirigindo-me às micro entidades. Este critério de optar por não incluir os sócios gerentes em “layoff” simplificado não foi acautelado pelo governo. Razão ? Não há explicação para tal. Há neste momento muitas micro empresas em que os únicos membros dos órgãos estatutários são cônjuges, só vivem do rendimento que dali podem auferir. Se a empresa fechou, não factura, não vende nem recebe, eles vão viver de quê?

Para pagar, estão cá. Para receber, o governo diz-lhes, amanhem-se!

Por isso, sempre escrevi e sempre direi, que há que olhar de forma diferente para as micro empresas e pequenas entidades porque estas vivem numa realidade diferente. Mas também pagam como as outras...

 

Estou em crer que isto vai lá... mas só à base da estalada!

Sérgio Guerreiro, 28.03.20

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Portanto, há quem tenha que atravessar a ponte 25 de Abril para ir à farmácia. Há quem tenha que levar um salutar par de bofetadas, acho eu, porque isto é só mesmo uma grande boçalidade, ruralidade, bacorada, cacaborrada etc. Só a polícia a dar um “chega para lá” nisto, creio ser coisa pouca. No passado sábado foi o que vimos no norte do país, hoje a malta mais a sul não quis ficar atrás e cá vai disto. É preciso mais uma vez e repetidamente dizer, que assim a coisa não vai lá, e com legitimidade dizer, que isto é um acto quase criminoso. Portanto há profissionais de saúde sem meios, cansados, sem poder estar com as famílias que dão tudo por tudo nesta fase de aflição. Há neste País ainda gente séria que está mobilizada para acudir a todos e sabe lá Deus como, e depois há malta que atravessa a ponte 25 de Abril para ir a uma farmácia. Epá. Vão bardamerda. É assim. Ou ficam mesmo em casa e a gente safa-se ou então vamos todos com os porcos por causa de pessoas como vocês... assim não gente que atravessa a ponte 25 de Abril para ir farmácia que por acaso fica ali ao pé da praia na Costa da Caparica. A continuar desta maneira estou em crer que a resolução disto vai ser mesmo à base da estalada.

Porra é difícil entender que é para #FICAREMCASA?

Frente Comum .”Não aceitaria a INEXISTÊNCIA de aumentos salariais”. Mas que disparate vem a ser este?

Sérgio Guerreiro, 26.03.20

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Com um cenário de enorme incerteza que paira no ar sobre o futuro de milhares de Portugueses com despedimentos a fazer sombra nas suas vidas sem saber se amanhã podem garantir o futuro aos seus, com milhares de micro empresas e pequenas empresas a temer o pior com um elevado risco de fechar portas, com projeções económicas em todo o mundo que são tudo menos agradáveis e Sebastião Santana que veio substituir Ana Avoila na direção da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública tem a piada do mês e diz isto: “ não aceitaria a INEXISTÊNCIA de aumentos salariais” e diz mais “ diz  esperar “ bom senso” por parte do governo. E quando é que este dirigente afirmou isto? A 20 de março quando questionado se a ameaça do coronavírus poria em risco os aumentos no futuro nos funcionários do Estado. Se isto que acabei de escrever e confirmar e ler e reler me tivesse sido contado, confesso que não acreditava.

Agora aqui vai uma mensagem de “esperança “ para o dirigente da Frente Comum. Meu caro Sebastião Santana. Não sei se o senhor sabe, mas a partir de agora o País e o mundo vão mudar. O esforço financeiro do Estado, leia-se, de todos nós,  vai ser novamente o apertar do cinto, vamos todos a partir de agora reconstituir o País como só nós sabemos fazer, e sim, com muito suor e talvez algumas lágrimas. A partir de agora todos mas todos nós, temos a consciência de que isto não vai ser fácil, todos menos vexa, porque agora o que o senhor deseja é dizer que " não aceitaria a não inexistência de aumentos. E Vexa pede mais, pede  “ bom senso”.  Tenha é o senhor o bom senso de ficar por agora calado e de não dizer disparates. Andamos todos de cabeça perdida sem garantias de nada, e vexa agora vem  brincar com os milhares de Portugueses à beira de um ataque de nervos? 
Eu não sei o que senhor anda fumar, mas ponha lá mais tabaco nisso. 

Aceite os meus mais respeitosos cumprimentos,

Ao dispor de Vexa

Sérgio Guerreiro

Lembram-se de uma cruzinha que fizeram em Outubro? Este é um dos resultados.

Sérgio Guerreiro, 25.03.20

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Estamos a poucos dias do final do mês e já com três alterações ao regime simplificado do ”layoff”. Este mecanismo foi criado em determinado âmbito, nomeadamente, num cenário de abrandamento da economia. Não estamos nesse patamar, estamos noutro mais perigoso e mais acima. Estamos extraordinariamente a atravessar outra fase da nossa história e da vida das empresas e das pessoas, um estado de emergência e para o qual hoje nos apercebemos das suas dificuldades. E sabemos outra coisa, que o governo não sabe o que é uma micro empresa. Não pode saber, porque se soubesse, a regra e a forma seriam diferentes. Para além da burocracia associada a tudo a isto, há micro empresas, e quase a sua total maioria, vive do dinheiro dia a dia e da sua facturação. Podem existir algumas, poucas, que podem ter ainda alguma folga financeira para pagar os salários do mês de Março que está a bater à porta dos empresários. Outras haverá, até por força das circunstâncias de serem obrigadas a fechar, que a facturação é mesmo de zero. Não há razão lógica que se possa apresentar para que empresas  nesta fase tenham  que assumir o papel e a obrigação do estado. Não há justificação possível que se aponte a razão de as empresas terem que se substituir moralmente à segurança social, pagando a empresa a parte que cabe ao Estado para depois o estado lhe devolver. A segurança social tem, e se não tem peça, o NIB da malta toda... porque se a empresa ficar a dever à segurança social, esta penhora a conta bancária e é assim de repente. Não sabe o NIB? Peça que as empresas dão. Mas até nem tem que ser por aqui. Quando o “ layoff” finalmente estiver pronto, deveria constar um quadradinho para indicar o NIB dos funcionários e a segurança social pagaria directamente a cada um deles. Dá trabalho? Dá. Tem que ser assim ? Tem. Se assim não for nem a Abril se chega. E a ideia errada que passa de não poder haver despedimentos, a continuar assim, vamos ver os números, e estou convencido que, com os apoios que há disponíveis na banca, quando chegar às empresas, já não há empresas, pelos menos as micro. Não estará na hora de o Estado aliviar a economia nacional, pagando às empresas o que deve? Admito, poucochinho, que em Março ainda se pode esticar os poucos euros que haja, mas a manter este cenário e com estas regras até não se saber quando, o mundo das micro empresas desaba num ápice e com ela, tudo o que está por trás...pessoas. É pena que um governo de esquerda não perceba  isto da mesma forma que é triste que agora temos a prova (que para alguns faltava), de que quem nos governa não conhece a realidade do país. As empresas não fazem dinheiro, não imprimem dinheiro, e as micro empresas não tem fundos no banco, vivem do “caixa “do dia a dia, da facturação que agora é zero. Ou percebem isto, ou isto não vai ser bonito de se ver! Que esta negra fase da nossa história sirva para se perceber o mundo real em que se vive.

Com isto tudo #FiqueEmCasa.

 

 

Vamos ficar todos bem ? Vamos, mas também vamos ficar todos tesos!

Sérgio Guerreiro, 23.03.20

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Multiplicam-se contactos, legislação uma atrás da outra, e outras coisas. Mas isto é simples. Com a entrada das medidas de apoio extraordinário às empresas e às famílias e com “layoff” simplificado, os empresários, por exemplo e nomeadamente as micro empresas, poderiam ficar um pouco mais descansadas, mas não ficam e não estão. E não estão porque para além destas medidas que são meros “ben-u-ron’s” que não adianta em nada ou adianta pouco, há uma enorme burocracia associada a todos estes apoios. Agilizar é urgente.

Há micro empresas fechadas não se sabendo até quando. Os impostos são pagos mais tarde, mais têm que ser pagos. Veja-se por exemplo, que o IVA pago em Março não sofreu qualquer alteração de prorrogação de prazo de pagamento e já estávamos em plena crise. Muitas micro entidades foram obrigadas a fechar logo no início do mês. As empresas são induzidas a ir à banca, que é nada mais que criar dívida que tem que ser paga mais tarde. Quando? Daqui a uns meses. E daqui a uns meses a economia está recuperada? Claro que não, este arrombo é de tamanha ordem que o tempo em economia é uma interrogação enorme, associando a tudo isto um possível ( quase certo) aumento da carga fiscal que se adivinha. A questão. Não seria possível este apoio a fundo perdido pelo menos em 50%? Mas para além disto tudo não se conhece a realidade das empresas. Porquê? Porque ninguém que legisla e toma decisões tem de perto o conhecimento necessário do funcionamento geral destas empresas e com a surdez que nos habitua em não ouvir nem  por em prática as propostas das associações patronais e das associações representativas das micro empresas porque estas funcionam com o dinheiro que fazem dia a dia, esticando os euros para ver até onde vai dar e quem manda não quer sabe disto para nada!

Com a burocracia associada na entrega de documentos para pedir à banca os tão "famosos" apoios, à data de hoje por  exemplo, a Caixa Geral de Depósitos ainda não tem conhecimento da forma como devem operar os apoios que o executivo quer implementar e já anunciados e legislados. Eu liguei para uma agência... papéis tem a senhora lá muitos. Isto só poderia ser assim. Anunciadas as medidas o dinheiro devia de estar disponível imediatamente e a banca tem que saber como deve operacionalizar tudo isto. Porque a legislação está pronta, mas o resto... bem o resto não. Não estávamos preparados para uma coisa destas ?  É verdade, mas é preciso tanta papelada? Não seria possível sermos mais ágeis? Não seria possível negociar outra forma de pagamento destes apoios sem que o rácio da dívida das empresas possa aumentar ? É que a dívida tem que ser paga e isto já não é como dizia o outro. Obviamente que tudo isto podia ser diferente e melhor. O tempo vai passando e não se vê nada. Mas ouve-se sim , medidas e medidas sem aplicação de prática imediata. Em tempos de crise e de emergência, o lema deve ser legislar, aplicar e executar. Na questão do “layoff” simplificado, por exemplo, a segurança social, não tem ainda completamente fechado a forma como as empresas devem proceder. Só no fim do mês. Vejam bem, só no fim do mês. Não falta muito é certo, mas veja-se quando é que a legislação foi aprovada e publicada. Até saber o que fazer e preparar tudo, os empresários que tomem uns calmantes. E onde é que se viu que a empresa tenha que pagar o valor que cabe a segurança social nesta tão penosa fase ? Ou seja, é a empresa que se substitui ao Estado e este devolverá à empresa o valor pago. E como? E quando? Quantas micro empresas não tem condições para pagar os salários aos seus funcionários nesta fase em que foram obrigadas a fechar? Pelo que conheço, todas e não conheço só uma. Sejam mais céleres. Sejam mais sérios e entendam como é que isto funciona. Tudo isto é sintomático de que o Governo não conhece nem percebe nada disto. E devia entender. Sim. Isto está mal feito e deixa os empresários à beira de um ataque de nervos sem saber o que fazer. E sim podia ser diferente. E para ser bem feito, ou menos mal vá,  seria preciso conhecer a realidade.  E essa, não a conhecem. Meus senhores assim isto é capaz de dar barracada e se a intenção é acabar de vez com tecido micro empresarial português então é capaz de dar certo e de ser a altura indicada. Vamos ficar todos bem? Vamos. Mas a continuar desta forma, vamos ficar todos tesos...

E vós, onde estais agora perante os vossos fiéis que vos enchem os bolsos ?

Sérgio Guerreiro, 22.03.20

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Vós sois uma bela cambada de gente. Agora, é que os fiéis como eu, ficam a saber aquilo de que vós sois capazes de fazer por todos nós, que até agora foi nada. Ou se foi, foi em silêncio para ninguém saber? O País está junto, solidário  uns com os outros como manda a regra cristã aliada à consciência humana do conceito da mais pura humanidade. Mensagens de esperança e de ajuda. Contributos de agentes privados nunca antes visto, porque se há coisa em que somos mesmo bons, é na solidariedade entre todos em tempos difíceis como estes que atravessamos.Vós que tendes pazadas de dinheiro, de um tostão ainda não se viu a cor a bem do povo cristão que vos alimenta. E os vossos imóveis? Já estão ao dispor dos profissionais que lutam por todos nós? A nossa senhora deve estar contente com a vossa obra de dar ao próximo e da ajuda que estão a dar. Da igreja nesta altura de crise, onde a solidariedade entre todos está todos os dias nas janelas onde muitas instituições privadas perante a calamidade que atravessa o mundo sem dó nem piedade, perante a força  de um inimigo sem rosto, vós que deverias dar o maior exemplo de todos,  certamente estais a cagar para tudo isto e a fazer contas ao dinheiro que em Maio podem vir a não ganhar... Vós sois uma cambada de gente que as gentes deste País não precisa de ter. Que em Fátima se acorda a pensar em euros e se deita a pensar nos euros do dia seguinte, já todos nós sabíamos. Mas agora, a vossa caridade perante os que sofrem, está clara... é continuar a sofrer porque a fé tudo resolve deste que acendam aqui uma velinha. A minha fé, é aquela que me foi transmitida pelos meus... é ajudar os outros, é quando posso, dizer estamos juntos e eu estou para aqui para o que der e vier. E enquanto Portugal se une, vós certamente estais a contar os juros dos milhões que tendes. Limpai o vosso rabo a eles... e esperai. Esperai que a nossa senhora vos sopre ao ouvido o vento da vossa ganância. Desafio-vos, aqui e agora, a dizerem ao País inteiro,  qual foi e qual será o vosso contributo. E tenho esse poder. Todos temos esse poder enquanto credores da igreja e enquanto cristãos, que nem uma mensagem de esperança e de Paz ainda se  dignaram a dirigir aos  fiéis que vos enchem os depósitos no banco...

Vós tendes a obrigação de ajudar. Vós sois a representação para milhares de pessoas e o exemplo da ajuda entre todos. E o vosso contributo não pode passar só por rezar, passará por pôr no terreno os vossos bens ao serviço de todos e o dinheiro também. Vós sois uma cambada de gente que assim, as gentes deste País dispensa! Vão barda merda...

 

Foto: Paulo Cunha/Lusa

 

 

E assim de repente ficamos a saber o valor de um abraço.

Sérgio Guerreiro, 19.03.20

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Gosto de abraços e tenho saudades de alguns. Este novo tempo, este novo desafio que nos é imposto pelo novo tempo que passamos faz-nos, ou deveria fazermos, pensar. E é possível que faça. Agora temos tempo e até parece que o tempo que antes dizíamos não ter agora é-nos oferecido assim tão de repente que nos assusta. Há cantos da nossa casa que desconhecíamos, há vizinhos que nem o nome saibamos e que afinal até são simpáticos e oferecem a salsa que nós nunca pedimos por vergonha de não saber sequer como se chama aquela senhora do 3.dto que tanta vez se cruzou no elevador connosco. Agora tudo mudou. Agora é tudo novo, é  como se vivêssemos num mundo diferente e vazio mas que é afinal tão rico de coisas que não sabíamos. Agora neste novo mundo, nesta nova vida, sim porque esta vida é nova para todos nós, podemos parar um pouco... olhar um pouco para as coisas da forma como nunca olhamos, e por certo hoje, sentimos a falta que faz um abraço seja de quem for, mas que faz falta, faz e tínhamos que aprender isto, é às vezes aprendemos as coisas simples da vida de uma forma dura. Que tudo isto nos ensine que o tempo é o que queremos fazer dele. As horas são sempre as mesmas mas às vezes parece que não. Política também é isto.
Mostrar outra forma de olhar para a mesma coisa...

#vaificartudobem

Menina dos olhos d’água!

Sérgio Guerreiro, 18.03.20

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Menina em teu peito sinto o tejo

E vontades marinheiras de aproar

Menina em teus lábios sinto fontes

De água doce que corre sem parar

Menina em teus olhos vejo espelhos

E em teus cabelos nuvens de encantar

E em teu corpo inteiro sinto feno

Rijo e tenro que nem sei explicar

Se houver alguém que não goste

Não gaste, deixe ficar

Que eu só por mim quero te tanto

Que não vai haver menina para sobrar

Aprendi nos 'esteiros' com soeiro

E aprendi na 'fanga' com redol

Tenho no rio grande o mundo inteiro

E sinto o mundo inteiro no teu colo

Aprendi a amar a madrugada

Que desponta em mim quando sorris

És um rio cheio de água lavada

E dás rumo à fragata que escolhi

Se houver alguém que não goste

Não gaste, deixe ficar

Que eu só por mim quero te tanto

Que não vai haver menina para sobrar

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